Pensamentos

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Tudo começa com compreensão (saber exatamente como as coisas são e funcionam).

O desafio é recontares todas as histórias, mas agora da perspetiva mais literal e correta com a realidade.

➤Pensamentos 1: Teoria do Equilíbrio (Ver o outro lado, Equilíbrio, como é)

Relacionado com

  • Comunicação Eficaz (pela multiplicidade de interpretações)
  • Tu és importante/Responsabilidade (pelo “todos afetamo-nos a todos”)

Resumo Completo

Debate Interno é das principais ferramentas de procura da verdade. A outra é experimentar e ajustar. Ainda não sei onde colocar ver os dados reais, sem interpretações.

  • O que é a vida?
    • Mudança/Impermanência certa
    • Aprende a avançar com a mudança (em vez de resistir)
    • “Estamos todos a aprender. E eu quero aprender.”
  • “Como aceitar a realidade” (compreender a realidade)
  • Facto-chave: Nós vivemos em ciclos de feedback com a realidade. Tudo o que acontece são algoritmos de equilíbrio/eficiência (entre ti e realidade/outras pessoas)
    • Estes algoritmos regra geral acontecem entre pessoas (mas são mais eficazes se tu próprio fores as duas pessoa). Sê o teu próprio equilibrador. E depois conseguirás também ajudar a equilibrar outros.
      • Não precisas de ninguém (se fores os dois lados)
    • Exemplos
      • “Não é possível”
      • Discussões
      • Falhar e Sucesso: Algoritmo de condições necessárias e suficientes de objetivo
  • Facto-chave: “Para os mesmos dados reais, existem múltiplas interpretações/perspetivas. Dependendo da interpretação/perspetiva escolhida, tudo é bom e mau” (interpretação ou perspetiva?)
    • Consequência:
      • se a tua atenção estiver à procura só de um lado, irá encontrar (e erradamente acreditarás que essa é toda a verdade)
    • Solução:
      • 1º Passo: Debate Interno (para completar a tua perspetiva/aproximar da verdade). Ou seja, depois de cada frase que dizes, diz outra frase que defenda a perspetiva oposta (que diz onde a primeira perspetiva está incompleta). Ou seja, procura sempre onde a tua visão atual está incompleta.
        • Quanto mais diferentes experiências tens, mais perspetivas consegues ter
        • Quanto mais perspetivas tens, mais equilibrada e completa é a tua visão da realidade
          • (compreender algo é ter o máximo de perspetivas sobre isso)
      • 2º Passo: escolhe a perspetiva que te leva aos resultados que queres.
        • Às vezes dá mais jeito uma perspetiva, outras vezes dá mais jeito outra perspetiva (uma ferramente ou outra ferramenta)
  • Ser teu melhor amigo – não precisas de ninguém – somos todos seres humanos?
  • Tu não és os teus pensamentos, são apenas uma ferramenta?

Vergonha de ti próprio é uma fraqueza (quando tens algo que queres esconder)

  • Há muitas coisas sobre ti que basta aceitares que são como são. Por exemplo, não tenhas vergonha de teres certos gostos – desde que não prejudiquem ninguém, não há nada de mal sobre isso. Por isso não acredites que tem mal. Porque se acreditares que é mau, então irás esconder. E se é algo que queres esconder, é algo que pode ser usado contra ti.

Para tudo o que queres esconder, há 2 soluções definitivas: parares de fazer isso ou perceberes que não há problema nenhum em fazeres isso. Juntando estas 2 estratégias, escolhendo a mais apropriada para cada situação, acabas por chegar a um vida em que, em tudo o que fazes, não tens problema nenhum (vergonha nenhuma) em fazer isso.

Assim, ficas imune a qualquer chantagem do tipo “vou revelar isto”!!! Assim, ficas: “Ok, sem problema. Faz o que quiseres. Mas sabes que realmente ninguém se interessa por esses pormenores, correto?”

Todos os maus comentários que ouves são mecanismos de equilíbrio (ou eficiência)

Há uma lição a aprender em tudo o que acontece. Basta que estejas à procura de aprendê-la.

Respostas de stress só acontece enquanto não automatizares respostas alternativas que sejam mais eficazes. Usar categorias mais resumidas facilita a ação certa (menos categorias para te lembrares).

  • Não é possível: O “Não é Possível” é apenas uma das ferramentas naturais de eficiência da humanidade. Este é o primeiro teste para veres se estás disposto a fazer tudo o que é preciso (para conseguires algo que os outros acham difícil). Desisitires ao ouvires um “não é possível” evita energia gasta desnecessariamente em algo que já irias desistir mais tarde de qualquer forma. Por outro lado, ao avançares de qualquer forma, avanças num espírito de responsabilidade e de querer mesmo que a coisa resulta (porque tu é que quiseste, mesmo quando outros te disseram que não é possível).
  • És gordo: Desencadeia resposta de stress (possivelmente crónico, se exposição for repetida). O objetivo é resolveres a coisa de vez: ou decidires que queres ser assim ou que não queres ser assim e fazer o que é preciso (a única pessoa que sofre com um “és gordo” é quem não pensou no que quer mesmo).
  • Mentiras sobre ti: Se é mentira, não merece tua reação.

Lei Fundamental: equilíbrio/homeostasia

Tudo tem dois lados (cada coisa tem sempre o seu oposto). E aprendes isto a bem, ou terás maus resultados até perceberes isso e veres a realidade como ela é, nos seus dois lados. Este é o padrão mais geral do mundo.

A realidade a todos os níveis é um sistema a tentar manter o equilíbrio. Para isso, é essencial ouvir o feedback que nos dá.

Sempre que na vida tens resultados que não queres, esse é o equilíbrio a trabalhar.

Tudo o que te acontece é uma consequência do quão equilibrada é ou não a tua visão da realidade.

Facto: se estás a fazer o que é preciso, então terás os resultados que queres.

Tudo tem o seu ponto de equilíbrio (que é muitas vezes uma decisão pessoal). Mas quase nunca o equilíbrio é todo para um lado, e nada para o outro.

Facto: Sobre qualquer conjunto real de dados, podes sempre encontras um nível de análise/categoria/perspetiva em que esses dados são bons ou maus. (por isso o que desempata é o que queres)

Solução: compreender

Facto: Tudo pode ser explicado detalhadamente e sem dúvidas

Toda a realidade pode ser explicada. Se há algo que te surpreende, é porque tens de aprender. Aprender é o moderar as expectativas para considerar o máximo de possibilidades e interpretações. Quanto mais ampla a tua visão, melhor. Isto aplica-se a pessoas, fenómenos naturais, etc.

Qualquer conhecimento que tens pode ser explicado detalhadamente e sem dúvidas (explicando todas as definições, como cada causa leva a cada consequência, etc.).

Se ainda não o consegues fazer, continua a ver onde ainda tens dúvidas e tenta resolver essas dúvidas. No momento em que já não consegues levantar mais dúvidas, chegaste a uma explicação clara e tens total conhecimento do assunto. No fundo, isto é “método científico”.

Cada pessoa age sempre da forma mais lógica na sua perspetiva

A ação de todos é a mais lógica na perspetiva dos próprios

A ideia de vilões que sao maus só porque sim é completamente falsa.

Todos os vilões na vida real têm uma razão para fazerem o que fazem. Para essa pessoa,, com essa memória, essa é a ação mais lógica.

No fundo, compreende as sua perspetiva e perceberás as suas ações.

Se alguma explicação parece demasiado complicada ou vaga…

Algumas opções:

  • Não tens as bases de conhecimento (aprende esse conhecimento primeiro)
  • Não tens energia e concentração suficiente neste momento (espera por outra altura e até çá dá ao teu corpo o que precisa para teres essa energia)
  • A outra pessoa não sabe bem o tema, mas não quer admitir (pesquisa pelas perspetivas de outras pessoas que saibam melhor)
  • Ainda não existe uma resposta definitiva, mas a outra pessoa não sabe disso ou sabe mas não quer admitir (pesquisa outras perspetivas e tenta dar tu o mais próximo possível de uma respostaz definitiva)

O que é compreender?

Compreender é ver o máximo de perspetivas, interpretações e possíveis resultados.

  • Experimentar várias coisas e ter essa experiência na primeira pessoa é a maneira mais fácil de ter diferentes perspetivas (esta é a principal utilidade das artes, como teatro, séries, televisão, filmes, etc, especialmente se fores tu o ator: a melhor maneira de te colocares na perspetiva de outro é “seres” o outro. A melhor segunda alternativa é visulizares-te a ser o outro. Só ver de fora não é tão bom, porque é fácil criares distância).
    • Exemplo: Uma mesa posta. Um empregado de mesa olha para os diferentes talheres e sua organização. Um engenheiro de materiais olha para o material de que é feito os talheres. Um artista olha para os talheres como linhas de cor, luz e sombra. Se já tiveres experiência nos 3 ramos, então és capaz de ver tudo isto só ao olhar para os talheres (enquanto que muitas outras pessoas só vêm o talher). Em especial, és capaz de apreciar mais o trabalho de cada pessoa envolvida que possibilitou tudo isso, porque tu próprio já já estiveste. – RELACIONADO COM “SOMOS TODOS HUMANOS”
      • Exemplo: ao trabalhares como empregado de mesa, automaticamente dás muito mais valor ao trabalho de um empregado de mesa (porque passas a ver muito mais a realidade desse trabalho do que a tua realidade limitada antes).
      • MAS: Não precisas de experienciar tudo para saberes. O atalho é escreveres estes factos da vida e agires sempre de acordo com eles.
        • Exemplo: “o trabalho dos outros tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que eu sei opinar” (saber quando tens uma visão incompleta da realidade e não opinar, ou opinar deixando claro que estás a inventar)
        • Exemplo: “tudo é impermanente” (ou seja, mais cedo ou mais tarde irás perder isso)
  • Seres capaz de criar várias categorias para agrupar conceitos (por exemplo, nos mapas mentais) também é treino de ver diferentes perspetivas (é escolher perspetivas de forma que aquilo sejam semelhantes).
Não ser específico/compreender leva à mitificação de tudo

Tudo o que não percebemos tende a ser mitificado (como um ideal que admiramos e a que nunca iremos chegar, ou um demónio que deve desaparecer de todo o lado).

EX: 4ª Dimensão ooh! Génio! (Não! É apenas um truque matemático. Usas 3 números para representar a tua posição no espaço, daí, 3 dimensões. E depois, usas 1 número para representar a tua “posição” no tempo, daí, 4ª dimensão.).

EX: Matenática? Demónio! (Não! Provavelmente apenas tiveste má experiência com Matenática ou com seres humanos relacionados com Matemática. Mas no momento em que perceberes exatamente como funciona, deixa de parecer demoníaca).

Nada é tão entusiasmante ou assustador quando sabes exatamente o que é. Nada é tão complicado ou tão fácil como parece quando sabes exatamente o que fazer.

Na verdade, nada é complicado depois de saberes exatamente o que é!

Esta mitificação faz-nos não aprender mais sobre o assunto (dá-nos a sensação errada de que é algo super distante, à qual nunca chegarias). No fundo, quando mitificas, realmnte estás a tentar convencer-te de que nunca chegarias lá.

Algoritmo Natural de Equilíbrio (crescimento de máxima eficiência) – detetar a fronteira de trabalho necessário para teres e não teres o que queres

Estes ciclos são algoritmos naturais para atingir o teu objetivo usando o mínimo de nergia possível.

  • Descobrir condições suficientes (alcançar objetivo): Quando tens o que não queres, perguntas-te o que está mal em ti e o que precisas de fazer para teres o que queres e fazes isso (queres um resultado, por isso ficas disposto a aprender e fazer o que é preciso para atingir esse resultado. Faz sentido!)
  • Reduzir a condições necessárias (mínimo de energia): Quando tens o que queres, perguntas-te se poderá continuara tê-lo, mas fazendo menos (se posso ter os mesmos resultados fazendo menos, para quê fazer mais? Faz sentido!)

O segredo é ajudares este processo (“ir na onda”), em vez de ignorares os dados

Pormenor chave: tudo isto é definido em termos daquilo que queres ou não queres. Ou seja, este algoritmo maximiza qualquer objetivo. Por isso, garante que estás a maximizar os objetivos que queres mesmo!!!

  • Quando quebrar ciclo? (ignorar informação) Não insistir, ou seja, não alimentar os ciclos de melhoramento de assuntos que não te interessam (às vezes é também correto, especialmente se a informação vier de outras pessoas, que podem ter visões de só de um lado, em vez da realidade, que não engana).
  • quando quebras o ciclo da maneira errada: habituas-te aos maus resultados, sem tentar melhorar a situação (isto acontece, especialmente com problemas mais discretos e menos incapacitantes, mais fáceis de ignorar e adiar) – esta é a maior “doença” que uma pessoa pode ter (desistir de ir atrás do que quer e resignar-se ao que não quer) – e esta doença é quase impossível de existir num mundo de constantes perigos, mas é quase inevitável num mundo sem perigos nenhuns. Age imediatamente perante maus resultados (senão o corpo rapidamente se esquece e habitua a não resolver nada).

Exemplos deste Algoritmo de Crescimento Eficiente

  • Ciclo de Sucesso e Falhanço:
    • Fazes mais, tens sucesso. Depois, achas-te muito bom, por isso fazes menos. (“será que consigo manter o sucesso, mas fazendo menos?” Vamos experimentar.)
    • Fazes menos, tens falhanço. Depois, achas-te muito mau, por isso fazes mais. (“Sou tão mau. Tenho de ser melhor.”)
    • (e o ciclo repete, até perceberes a lição – se queres ter sucesso, há que fazer o que é preciso)
  • Ciclo de Sucesso e Falhanço:
    • Recebes elogios, por isso depois comportas-te como uma pessoa arrogante e, por isso, recebes críticas. (“será que consigo continuar a receber os elogios, mas sendo mais arrogante?” Vamos experimentar.)
    • Recebes críticas. por isso depois comportas-te como uma pessoa humilde e. por isso, recebes elogios. (“Sou tão mau. Tenho de ser mais humilde.”)
    • (e o ciclo repete, até te veres exatamente como és – nem és arrogante, nem humilde, mas és os dois – e há que saber quando usar cada um).

Toda a tua vida estás nestes ciclos.

Como reages à informação

Se recebes críticas e elogios de outras pessoas, como lidas? Eles podem estar errados. É apenas uma opinião. Não é óbvio que queiras evitar todas as críticas e todos os elogios.

Esse é o segredo do “queremos”. O “queremos”, primeiro de tudo, tem de ser possível. Por exemplo, eu “quero evitar todas as críticas” só é possível se não fizeres nada lul. Mas sim, é um objetivo que podes experimentar. Se bem que é estranho ter isso como grande objetivo lul. Pronto, este não é bom exemplo.

O que recomendas? Deixar que os resultados que queres (objetivo principal) te guiem completamente. E depois o resto é fazer o que for preciso (aceitando aquilo que consideras desvantagem).

A chave é perceber que és tu que escolhes?

O que eu quero? Quero criar uma ponte óbvia entre os resultados e o equilíbrio. Quero um modelo que englobe todos os exemplos.

Agarrado às tua próprias ideias

  • Queremos muito defender a nossa posição. Talvez por medo de descobrir que não sabes. Mas mais vale descobrires a verdade do que viveres na ilusão para sempre (porque quando a coisa correr mal por causa de viveres na ilusão, então vai doer muito mais, porque não vais perceber o porquê de ter acontecido).

Como lidar com impermanência?

  • Impermanência
    • Dor por perderes algo que queres ou ganhares algo que não queres.
    • Segredo é perceberes que esta é propriedade de todos os objetos físicos (tudo o que for físico, é impermanente).
  • Aceitas cegamente, medo de perder, fazes tudo, sacrificas-te a ti: continuas sem recompensa (até perceberes que esse jogo vai-se repetir sempre). E quando perdes, dor imensa.
    • Férias, Características, ações ou inações que não gostamos noutras pessoas, etc.
  • Rejeitas cegamente, medo de ganhar, julgas, criticas: E quando ganhas, dor imensa. (Lembra-te: poderás ser tu um dia!)
    • Trabalho, Chuva, Dor, Frio, Características, ações ou inações que não gostamos noutras pessoas, etc.

FACTO: O cérebro age como acha que deve agir nessa situação (se é algo que tens mesmo medo de perder, faz todo o sentido).

É tudo expectativas erradas. Que vêm de não identificar e perceber os padrões clássicos da realidade.

Expectativas erradas? Então há algo que tens de aprender.

Todos funcionam no pressuposto de “só um lado é bom”

  • Mito de que é possível só um lado está presente em toda a parte
    • Política, religião, e qualquer ideologia
    • Toda a gente diz “isto é bom, isto é mau,. Faz isto, não faças aquilo” Porém, ninguém faz só o que é “bom”.
      • O exemplo mais importante é entre pais e filhos, em que pais punem filhos por certas coisas, e recompensam filhos por outras coisas (reforçando esta ideia de amor condicional, ou seja, de que só um lado é que é bom – e por isso, tu tens de seguir os lados bons e rejeitar os lados maus).
  • Usar Rótulos: usar rótulos perpetua esta visão de só um lado, impedindo de ver o outro lado da história. Ao chamares uma pessoa de “má”, impedes-te de ver o que há de bom nessa pessoa (distorces a tua atenção – é óbvio que essa pessoa às vezes é de uma maneira, outras vezes é de outra). Toda a gente imediatamente diz logo que é um desastre, é um trauma. Não! É apenas algo que aconteceu. O resto é histórias que estás a pôr por cima disso.
  • Falta de Informação (ou errada): julgamos e admiramos quando temos falta de informação (modelo imperfeito, não vemos o outro lado). Ou então, ainda pior: saber demasiado que não é verdade (o mito de que um só lado é possível, etc.)

Tudo à tua volta funciona de acordo com o pressuposto de que “só um lado é bom”, por isso é normal que tu também penses desta maneira.

Somos todos seres humanos

Como é que vês um ser humano?

  • É um ser que tens de avaliar?
  • É um ser a que tens de agradar? (porque sentes que estás a ser avaliado?)
  • Há seres humanos bons e seres humanos maus?

Factos Chave

  • Todos afetamo-nos a todos (o bem ou mal de um, é o bem ou mal de todos): Todo o mal que fizeres é piorar o mundo e piorar o mundo também é pior para ti (a tua atitude pode ser aquilo que leva essa pessoa a uma vida de vícios e crime, que te poderá prejudicar a ti diretamente no futuro, ou aquilo que leva essa pessoa a uma vida de ajudar os outros, que te poderá beneficiar a ti diretamente no futuro. E mesmo que não te beneficie diretamente, beneficiará as pessoas à tua volta ou as pessoas à volta delas, que, no fim de contas, também te beneficiarão a ti).
    • O mal de uma pessoa é o mal do mundo que é mal para ti
    • O bem de uma pessoa é o bem do mundo que é bem para ti
    • Este efeito é bem real (só que é muito difícil de veres, mesmo que estejas à procura: só se entrevistares todas as pessoas envolvidas e se cada uma delas souber como é que foi afetada pela pessoa anterior).
      • Exemplo: por exemplo, eu. Estou a beneficiar imensos em alunos em Portugal e ajudá-los a serem melhores. Ao serem melhores, vão-se desafiar mais, provavelmente criando negócios e serviços que beneficiam todos. Daqui no futuro, se eu for a ver, o futuro médico, administradores, serão todos pessoas que eu impactei diretamente ou indiretamente. E quando chegar a altura de precisar dos melhores médicos, etc, eu tê-los-ei. Ou seja, beneficiar o máximo de pessoas agora é coisa que te beneficiará mais no futuro. Ser altruísta é sempre a coisa mais egoísta que podes fazer. Quem é egoísta, só pensa o que acontece neste segundo. Mas eu penso a longo prazo. E a longo prazo, a escolha é óbvia.
    • Visão da Teoria dos Sistemas: Cada um de nós está para a Humanidade inteira do mesmo modo que cada célula está para o Corpo Humano inteiro. Embora a célula do pé nunca na sua vida verá uma célula do cérebro ou do estômago, aquilo que cada célula faz afeta todas as outras. O que for bom para uma célula, será bom para todas as células. E nós, embora nunca veremos a maioria das pessoas da Humanidade inteira, aquilo que cada um faz afeta todos os outros. No fundo, cada um de nós é apenas uma célula da humanidade inteira (e cada uma tem um trabalho importantíssio a fazer).
    • CONCLUSÃO: Óbvio é fazer bem aos dois
      • Pergunta mais difícil de todas: qual é a melhor coisa que podemos fazer agora por todos? (esta é a coisa que, a longo prazo, te beneficiará a ti também)
      • Pergunta mais fácil e importante: há algo melhor que podias fazer agora por todos do que estás a fazer agora?
      • Não critiques ou trates mal. Poderás ser tu um dia (ou até podes já ser tu). Ou poderás precisar tu dessa pessoa um dia.
  • Cada pessoa faz a ação mais lógica com base nas suas circunstâncias atuais e nos dados que tem na memória. Porque é que fazes o que fazes? É a combinação da tua memória com as circunstânciais atuais que determinam tudo o que fazes. Por isso, se tu souberes tudo o que já passaste e tudo o que estás a passar agora, então a tua ação é óbvia. E, do mesmo modo, se tu soubesses tudo o que outra pessoa já passou e tudo o que ela está a passar agora, então a ação dela também seria óbvia (se a ação dela não é óbvia para ti, então é porque tu não sabes certas coisas pelas quais essa pessoa passou ou está a passar agora e que levaram a essa ação).
    • Tu nunca sabes a história toda: tu admiras ou julgas o outro porque só vês o que está à tua frente. Alguém te magoou? Não sabes a vida toda. Mesma coisa com alguém que invejas. Não sabes a vida toda. E mesma coisa com alguém que admiras e acreditas cegamente. Não sabes a vida toda.
      • Todos temos os mesmos problemas: Não penses que as outras pessoas não têm os mesmos problemas que tu. A única diferença é que tu só sentes os teus problemas (e não sentes os problemas das outras pessoas). Porque todas as outras pessoas, tal como tu, tentam sempre fingir que sabem tudo, que está tudo bem e que não têm problema nenhum.
    • Coloca-te no lugar do outro: se estivesses na mesma situação, farias o mesmo: Não caias na ilusão de pensar: se fosse eu que lá estivesse, seria diferente. Se tivesses a oportunidade de fazer algo corrupto que te beneficiasse imenso, tu também farias. Se estivesses num trabalho com tanta burocracia que te tirava todo o prazer de trabalhar, tu também passarias os dias de mau humor. E se estivesses nos anos 1200, tu também acreditarias que o Sol gira à volta da Terra.
      • Quando criticas, lembra-te que esse poderias ser tu a receber. E quando admiras, lembra-te que esse poderias ser tu a receber.
    • Vida não é uma performance, outros seres humanos não são avaliadores (não é uma avaliação constante em que perdes pontos por “errares”.). O teu objetivo não é fazer com que as pessoas gostem de ti. O teu objetivo é agires da forma que queres agir e deixar que quem goste do teu eu autêntico, goste, e quem não gosta, sem problema. Não estás a tentar que ninguém te aceite. Porque tu já te aceitaste a ti próprio como és. No fundo, o momento em que deixares de tentar agradar é o momento em que te tornarás mais agradável. Seres humanos gostam de pessoas autênticas porque são pessoas seguras e previsíveis (têm a certeza de que não as irás julgar, por isso eles próprios ficam mais confortáveis em tentar ser eles próprios). No momento em que te deixares de julgar a ti, também deixarás de julgar os outros. E imediatamente ativarás o lado mais autêntico de toda a gente.
    • CONCLUSÃO: Somos todos seres humanos, vê todos como tal – seres iguais a ti
  • Não sabemos nada.
    • Tu és o resultado de toda a informação que absorveste (e a maioria dessa informação veio das pessoas à tua volta e tu não verificaste se estava correta!)
  • A culpa não está nos outros (e ainda bem para ti): A culpa não é de ninguém. Somos todos seres humanos. Mas ao culpares outras pessoas, tiras-te todo o poder que tens para mudar a tua situação. Se a culpa for de outras pessoas, então não há nada que podias fazer. Estavas condenado. Então é melhor que não culpes os outros, nem te culpes a ti, mas te foques apenas naquilo que podes fazer de diferente agora para mudar a tua situação. Porque há sempre algo, por mais pequeno que seja, que podes fazer de diferente agora para mudar a tua situação.
  • O botão de saída é o mais poderoso em qualquer relação. Desde que tu não tenhas problema em usar o botão de saída, então não terás problema em nenhuma relação (porque quando qualquer relação não te beneficiar, então saírás imediatamente). Isto garante também que ninguém te dá como garantido.

Conclusão: Olha para todas as pessoas à tua volta apenas como seres humanos, tal como tu. E faz o melhor para ti e para o outro, porque será o melhor para todos.

Quando eu olho para um ser humano, eu vejo:

  • Um ser que é o resultado de toda a sua experiência passada e presente (se ele faz algo, é porque essa é a ação óbvia para alguém com a sua experiência)
  • Um ser que só quero compreender e ajudá-lo a fazer o que realmente quer (não vou criticar, não vou opinar, não vou tentar que ele seja como eu quero, mas vou ajudá-lo a ser como ele quer)
  • Um ser que estou disposto a perder, especialmente se me tentar impedir de ser como eu quero (qualquer ser humano desaparecerá da minha vida mais cedo ou mais tarde)

Duas opções:

  • Rejeitar factos da realidade e agir como se não existissem
  • Aceitar factos da realidade e agir com base neles (impermanência, ver todos os lados)

Escritos do “Mapa da Vida”

Tudo na vida tem um lado bom e um lado mau. Mas normalmente a nossa atenção só vê um lado, dando-nos uma visão incompleta da realidade. Por isso, vê o outro lado também.

  1. Quando pensas numa ideia, na frase seguinte, defende a ideia oposta (Se na primeira frase, dizes que é bom, de que forma é mau? Ou se dizes que é mau, de que forma é bom? Qual é o outro lado dessa história?)
    • N0o fundo, ser cético com tudo, tanto para o bom, como para o mau. (interessa é que sejas proporcional à realidade)
  2. Sente as sensações associadas (muitas vezes estes conceitos de bom e mau vêm com sensações associadas. Se for esse o caso, sente também essas sensações totalmente – em que parte do corpo se localizam e qual é a sensação exata. Qualquer situação habitual não pode desencadear respostas de stress – porque senão é stress crónico garantido. Respostas de stress devem ser exclusivamente para situações novas, não recurrentes).
  • Mentalidade: “Como transformo o que acabou de acontecer numa vantagem, numa oportunidade? Como transformo esta característica numa vantagem?”
  • Fazer lista de vantagens e desvantagens (bom e mau) para tudo
  • Aprende as duas ferramentas. A chave é saber quando utilizar cada ferramenta a cada momento (mão esquerda e direita, WordPress e OneNote, talheres e mão, etc.). Nunca sê esquisito com ferramentas ou meios.
  • Sempre que dizes algo, lembra-te que o contrário é igualmente válido (tudo depende do que tu queres e das circunstâncias em que se aplica).
  • Se tu analisares a minha maneira de pensar agora, funciona exatamente assim: a minha frase seguinte tenta sempre equilibrar a frase anterior, tentando mostrar onde a anterior pode estar incompleta. Normalmente, os pensamentos de uma pessoa é: “eis o que acredito, eis todos os argumentos que consegui arranjar para isso e nada que me digas vai-me fazer mudar a minha posição” (leva a visão desequilibrada e muito incompleta), comparando com “talvez seja isto. Mas lembra-te que isto também é verdade. Exato, mas olhe que também… Ok, parou. Afinal, mas o que é nós queremos?” (cada uma desta frases equilibra e completa a tua visão).
  • Esses dados levam inevitavelmente à tua interpretação e mais nenhuma outra? Ou que outras interpretações poderias ter para os mesmos dados?
  • Começa o mais cedo possível a dessensitivizar-te da maioria das coisas (perceber que, na verdade, não há problema). Preconceitos com corpo, etc. Isso não é opiniões tuas. É do conteúdo do teu cérebro!!!
  • Sê como um melhor amigo para ti (sê a pessoa que precisas de ter na tua vida – não precisas de ninguém e é melhor que não precises). Ser a primeira pessoa a criticar-te e a primeira pessoa a dar-te os parabéns. Ser a primeira pessoa a duvidar de ti e a primeira pessoa a acreditar em ti. Tens de ser capaz de ser os dois lados, sempre (e usar cada um na altura conveniente)
  • Nós odiamos/rejeitamos nos outros aquilo que odiamos(rejeitamos em nós próprios (mesma coisa para o que admiramos)
  • “Defeitos e qualidades? Não! Tudo é defeito e tudo é qualidade – so depende de quando o usas e se alcança os resultados que queres” Teimosia? Não é defeito – é importante saber ser teimoso nos assuntos que valorizas, e não ser teimoso em nenhum dos assuntos que não valorizas. Bondade não é qualidade – é importante saber ser bondoso naquilo que queres dar e não ser bondoso naquilo que queres guardar (nem dar tudo, nem guardar tudo)
  • “Vai ser tão bom! Não, não vai – vai demorar segundos e imediatamente te esqueces. Vai ser tão mau! Não, não vai – vais experimentar e não haverá problema algum”
  • “Ser feio é mau. Ou então não. Ser feio é bom. Ou então não. Não gosto de vacas. Ou então sim.” (“Ou então não. Ou então sim.”)
  • “Ser feio é mau porque . Ser feio é bom porque sei que as pessoas gostam de mim não pela minha aparência”
  • Ninguém sabe nada.
  • Sexo, comida, etc, são só substitutos para outras necessidades que não estão a ser satisfeitas. Trocar mau hábito por outro que satisfaça mesmas necessidades (tu ao longo do tempo foste naturalmente escolhendo atividades que satisfaziam as tuas necessidades/queremos. Agora é escolhê-las intencionalmente. Antes: jogos, redes sociais, amigas, etc. – necessidade é de maestria ou aprovação de outros ou ???).
  • 3 Equilibrios: eu-outros, bom-mau,
  • Nunca mentir: se precisas de mentir, ou jogaste mal antes colocando-te numa situação desfavorável, ou estás a esconder alguma coisa que não precisas de esconder, porque não há problema (faz com que essa nunca seja uma jogada possível, para que tu aprendas realmente a jogar o jogo como deve ser). Mentiras nunca funcionam a longo prazo. E mentira descoberta é o pior para qualquer relação com outro ser humano (confiança é difícil de reconquistar)
  • Problemas é apenas o sintoma de que a dada altura tomaste uma decisão errada (que normalmente aconteceu porque algum conceito em ti ainda não estava propriamente alinhado com a realidade)
  • Tudo é necessário. fome, ansiedade, ódio, amor, desejo, dor, etc, etc. O processo da vida é perceberes isto.
  • Às vezes tens de perceber que as outras pessoas é que estão a ser desproporcionais (e que essa coisa de facto não tem problema nenhum)
  • DICA: em tudo, mostrar uma visão equilibrada
  • Exemplo: Querer uma casa grande. Muitas vezes esquces-te da limpeza que é preciso fazer (desvantagens). E realmente, quais são as vantagens de uma casa grande mesmo? (não te imagines como a pessoa que comprou a casa agora, mas imagina-te como a pessoa que já tem essa casa há anos). Quanto mais perspetivas veres em questão de tempo (imediato, 2 anos, 10 anos, etc) e vantagens e desvantagens, melhor.
  • Compreender é ver a mesma situação no máximo de perspetivas
    • Experimentar várias coisas e ter essa experiência na primeira pessoa é a maneira mais fácil de ter diferentes perspetivas (esta é a principal utilidade das artes, como teatro, séries, televisão, filmes, etc, especialmente se fores tu o ator: a melhor maneira de te colocares na perspetiva de outro é “seres” o outro. A melhor segunda alternativa é visulizares-te a ser o outro. Só ver de fora não é tão bom, porque é fácil criares distância).
      • Exemplo: Uma mesa posta. Um empregado de mesa olha para os diferentes talheres e sua organização. Um engenheiro de materiais olha para o material de que é feito os talheres. Um artista olha para os talheres como linhas de cor, luz e sombra. Se já tiveres experiência nos 3 ramos, então és capaz de ver tudo isto só ao olhar para os talheres (enquanto que muitas outras pessoas só vêm o talher). Em especial, és capaz de apreciar mais o trabalho de cada pessoa envolvida que possibilitou tudo isso, porque tu próprio já já estiveste. – RELACIONADO COM “SOMOS TODOS HUMANOS”
        • Exemplo: ao trabalhares como empregado de mesa, automaticamente dás muito mais valor ao trabalho de um empregado de mesa (porque passas a ver muito mais a realidade desse trabalho do que a tua realidade limitada antes).
        • MAS: Não precisas de experienciar tudo para saberes. O atalho é escreveres estes factos da vida e agires sempre de acordo com eles.
          • Exemplo: “o trabalho dos outros tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que eu sei opinar” (saber quando tens uma visão incompleta da realidade e não opinar, ou opinar deixando claro que estás a inventar)
          • Exemplo: “tudo é impermanente” (ou seja, mais cedo ou mais tarde irás perder isso)
    • Seres capaz de criar várias categorias para agrupar conceitos (por exemplo, nos mapas mentais) também é treino de ver diferentes perspetivas (é escolher perspetivas de forma que aquilo sejam semelhantes).

Tu e os outros

  • Os dois vêem o outro como inferior: por isso os dois sentem-se superiores, o que leva a conflito (os dois tentam-se dominar um ao outro)
  • Os dois vêem o outro como superior: por isso os dois sentem-se inferiores, o que leva a apatia (os dois tentam obedecer ao outro)
  • O primeiro vê o segundo como superior, e segundo vê o primeiro como inferior: por isso, o primeiro sente-se inferior e o segundo sente-se superior, o que leva o segundo a controlar o primeiro (o primeiro obedece e o segundo domina)
  • Um vê o outro como é: quem vê o outro como é controla o resultado, ou seja, nenhum resultado acontecerá sem que ele o permita (porque pode adaptar o seu comportamento para se parecer superior, inferior ou neutro)
  • Os dois vêem o outro como é: nenhum resultado acontece sem que os dois o permitam, ou seja, cooperação justa (que beneficia os dois)
  • Se vês a outra pessoa como superior, irás admirar e obedecer com medo da sua perda. (“Tenho de ser bom. Não posso desapontar”) – mentalidade de tratador
    • Precisas de outras pessoas (porque tens medo de as perder), por isso ficas dependente delas.
  • Se vês a outra pessoa como inferior, irás criticar e controlar com medo do seu ganho. (“Sou demasiado bom para ti. Serve-me ou fica bem longe!”) – mentalidade de tratado
    • Precisas de outras pessoas (para te sentir superior), por isso ficas dependente delas.
  • Se vês a outra pessoa como um ser humano: não tens medo de perder ou ganhar, por isso comportas-te como queres (“Vamos aproveitar este momento!”)
    • Não precisas da outra pessoa, por isso és independente delas.

Todos os Exemplos

Isto aplica-se a tudo.

  • Um problema: quando achamos que somos importantes (arrogância leva a falhanço que esperemos que te equilibre – mas não demasiado :P)
  • Outro problema: quando achamos que não somos importantes. (humildade leva a sucesso que esperemos que te equilibre – mas não demasiado :P)
  • Compulsão: Por exemplo, a minha compulsão por YouTube. De certo modo, não via a realidade objetivamente (não estava interiorizado no cérebro), mas sempre vivendo a ilusão de que o YouTube era melhor do que era (quando, de facto, toda a antecipação era normalmente desilusão e não havia nada lá).
  • Certeza-Dúvida: quando tens imensa certeza, duvida. Quandio só duvidas, procura a certeza.
  • Quebrar barreira eu-outros
    • Todos estamos relacionados (todos afetam todos): Prejudicar uma pessoa prejudica o mundo. Beneficiar uma pessoa beneficia um mundo. Age sempre de forma a beneficiar os dois lados e assim beneficiarás duplamente! (a ti diretamente, com resultados imeditaos e a ti indiretamente, com o melhor da realidade à tua volta e que poderá voltar para ti de formas visíveis ou não tão visíveis). Nós estamos todos relacionamos e afetamo-nos mais uns aos outros do que se possa pensar.
    • Mitos de superioridade e inferioridade
  • Factos da Vida: É um facto da vida – não podes mudar. Identifica isso e pergunta-te: como irás usar isso para tua vantagem? (por exemplo, chover, teu trabalho público ser “roubado”, impermanência, etc.)

Solução: ver os dois lados (visão equilibrada e completa)

  • Sê o fator equilibrador de outras pessoas (sempre que elas dizem uma coisa, fala-lhes de da perspetiva oposta).

Verdade para teu corpo e para vida em geral

  • O cérebro procura sempre homeostasia (por isso, um lado traz sempre também o seu oposto para equilibrá-lo)
  • Do mesmo modo, a realidade vai sempre tentar equilibrar as coisas. A não ser que te saibas equilibrar a ti próprio, a realidade vai tratar de te equilibrar pelo que fazes e pelas consequências disso. Se adorares elogios, podes arriscar-te a ficar demasiado orgulhoso e depois fazeres ações que te trarão críticas, para tentar reequilibrar isso. Todas as fantasias que tenhas, em que não estás a ver a realidade como ela é, nos seus dois lados, então vais ter desilusões até aprenderes a lição. No fundo, toda a realidade está a tender para te guiar para a tua missão de vida.
  • Lei da Eficiência: tudo no mundo está a tender naturalmente para a eficiência

Mais Aplicações

  • PAZ TOTAL: Paz total provavelmente é uma expectativa surreal. Guerra é o mecanismo que equilibra a paz.
  • “Problema” ou “Milagre” é só uma questão de perspetiva – em cada experiência, há sempre os dois lados (para criar homeostasia), mas muitas vezes um dos lados é inconsciente e fica esquecido. Qual foi o bom, o útil dessa experiência?

O Problema e Consequência

  • Sempre que obcecares por uma coisa, vais detestar o oposto
  • Respostas de “procurar” e “evitar”
  • FILTROS PERCEÇÃO: a nossa crença/memória/valores determinan a nossa atenção: o que vemos e o que ignoramos. Quando “mudas” memória, atenção também “muda”.
  • Tudo o que corre mal na vida é uma consequência de não veres tudo como é, mas criares ilusões de bom e mau
  • Tudo tira-te o controlo, o teu poder (coloca-te abaixo e acima de outras pessoas – uma visão que não corresponde à realidade)
  • Interior reflete exterior. Não há julgamento exterior sem julgamento interior.
  • Todos estão a projetar as suas inseguranças e admirações para ti (mas tudo isso é informação relevante para ti).
  • Sofrer é ser incapaz de ver os dois lados (neste caso, incapacidade de ver o lado bom)

Exemplos

  • MEDO DE GANHAR E PERDER: o que adoras, temes perder. E o que detestas, temes ganhar. Tanto numa como na outra situação está a ser controlado e isto vai-te levar a ações irracionais que provavelmente farão exatamente aquilo que não querias: ou perder, ou ganhar isso. Quando amas, estás inconsciente das desvantagens. E quando detestasm estás inconsciente das vantagens. A tua atenção está a selecionar em vez de ver a perspetiva toda.
  • HERÓI E VILÃO EXTERNOS: vivemos a vida a identificar “heróis” e “vilões” em tudo o que podemos, esperando que esses “heróis” externos nos salvem desses “vilões” externos. Mas na verdade, esses “heróis” e “vilões” estão dentro de ti e apenas são duas faces da mesma moeda. É só o reconheceres.
  • EXPECTATIVAS: se esperas que algo aconteça, vais detestar se não acontecer. se esperas que algo não aconteça, vais detestar se acontecer. Só quando perceberes que o que quer que venha tem vantagens e desvantagens, e será sempre uma aprendizagem para ti, então já não haverá nada a detestar.
  • CRIAR DEPENDÊNCIAS: Quando alguém discorda com os teus valores e critica-te, tu ficas independente dessa pessoa. Quando alguém concorda com os teus valores e recompensa-te demasiado, tu ficas dependente dessa pessoa.
  • AMAR OU DETESTAR PESSOAS: não estamos a ver os dois lados da pessoas. Estamos tão apaixonados com um lado, ou tão irritados com o outro lado, que apenas vemos a pessoa como esse lado. E ficamos tristes ou contentes (“funeral”), porque easse lado foi-se. (mas é importante relembrar que sempre houve dois lados – tu é que ignoraste o outro). Por exemplo, em relações, nós apaixonamo-nos por um lado e depois rejeitamos completamente o outro lado. Não estás apaixonado com a pessoa. Estás apaixonado com a fantasia (o conjunto de característica que admiras) nessa pessoa.
    • QUEREMOS PESSOA PERFEITA: procuramos a pessoa perfeita, sem as outras partes “más”. Mas isso não existe, e essa expectativa leva a desilusão.
  • QUEREMOS LIVRAR METADE: Queremos ser nós próprios, mas tentamos eliminar metade de nós. Queremos gostar de outras pessoas, mas tentamos eliminar metade deles.
  • GUERRA INTERIOR E EXTERIOR: Quem tem guerra interior, tende a querer paz exterior. Quem tem paz interior, tende a querer “guerra” exterior. Ou seja, procuramos no exterior o que não temos no interior???
  • Lei do Contraste (o problema de comparar com outras pessoas): Se estiveres na água quente e mudares para água morna, essa água morna parece mais fria do que se estivesses nessa água morna desde o início.
    • Ou seja, se te avaliares contrastando-te com outra pessoa, terás uma visão disorcida da realidade.

Tu tens tudo

  • há o que admiras porque pensas que não tens, há o que criticas porque pensas que não tens. Mas, na verdade, tens tudo. Isso são só lembretes do passado. Nada te falta.
  • Também tu és humano – nem mais ou menos que os outros.
  • “O que quer que digas sobre mim, é verdade – sou simpático, sou cruel, sou frio, sou …” (tudo depende da pessoa que fala e como as suas crenças e valores se comparam com os teus) – reações completamente diferentes para exatamente o mesmo comportamento teu!!!

Solução: Método Demartini

  • Relembrar a situação exatamente como ela aconteceu, com os dois lados equilibrados.Se te parece mau, onde está o bom. Se te parece bom, onde está o mau? Equilibra a tua perspetiva. Ama os dois lados.
  • Fazer a pessoa sentir a gratidão do momento.
  • Sê a pessoa que equilibra a tua própria visão e mostra o outro lado daquilo a que tens tendência a acreditar.
  • Treina-te a perceber o útil em cada coisa e no seu oposto. (perceber que os dois lados são úteis e corretos) – ver tudo exatamente como é.
  • Tentar perceber como é que a situação atual nos ajuda no nosso caminho
  • ver os dois lados (pensar no oposto que não vês). E o teu “queremos” é que desempata.
  • pergunta-te as questões que te permitem ver isto
  • REDUZIR PERCEÇÃO ÀS SENSAÇÕES (remover toda a história)
  • RELEMBRA OUTRAS PESSOAS: sempre que outras pessoas se focam demasiado num lado da história, tenta dizer ou perguntar algo que lhe mostre o outro lado da história. (equilibras essas pessoas!)
  • ELIMINA TODOS OS RÓTULOS QUE DÁS AOS OUTROS (E A TI): usa linguagem específica e olha para as evidências, vistas dos dois lados
  • Mas, na verdade, é sempre uma questão de ver os dois lados. No fundo, tu és todos os lados.
  1. Qual é a caracteristica, ação ou inação que mais admiras ou detestas noutra pessoa?
  2. Quando é que fizeste o mesmo (sê específico): onde, quando, a quem e quem estava a ver-te a fazer isso? (balancear eu-outro)
  3. Quais foram as vantagens e desvantagens disso? (balancear positivo-negativo no eu e outro)
  4. Mesmo número de vantagens e desvantagens (balancear)
  5. Imagina agora essa pessoa a fazer exatamente o que querias que ela fizesse e tu admirares essa pessoa. Qual é a desvantagem dessa situação? (quebrar o “isto devia ter acontecido desta maneira” – reparar que mesmo ter aquilo que querias era insatisfatório. Esquecer expectativas e basear só em realidade)

➤Pensamentos 1: Experimenta e Ajusta – o segredo para aprender/descobrir tudo!

Resumo Completo

  • Pensamentos, outras pessoas, internet, etc. são apenas sugestões do que experimentar a seguir (consegues a opinião que quiseres, mas nenhum destes métodos te vai dizer o que funcionará no teu caso em particular)
  • Mas, no fim de contas, experimenta e ajusta. Se resulta, faz mais experiências sobre isso. Senão, muda para outro.

Mais

Facto: Para criares a vida que queres ter, tens de ser capaz de descobnr as soluções adequadas para ti. E para isso é preciso saberes chegar às tuas próprias respostas.

“Experimenta e Ajusta” é o segredo para melhorares o que quer que seja (incluindo melhorar a tua resposta a qualquer pergunta)

  • O que queres fazer da vida? Experimenta e ajusta!
  • Aprender a andar de bicicleta? Experimenta e ajusta!

Outras fontes são meras sugestões do que experimentar a seguir.

Importância de “tracking” de indicadores.

Experimentar tentando provar que o que acreditas está errado

FACTO: É mais rápido cometer um erro e aprender do que pensar logicamente no que irá acontecer (na maioria das experiências rápidas). Pensamento só é útil para pensar em longas decisões. Caso contrário, escolher uma rapidamente e experimentar é a melhor decisão.

Importante: Equilíbrio Teoria-Prática (Prática até encalhar. Teoria quando dúvidas.)

PS: E também não tentes convencer ninguém (porque só consegues convencer quem quer ser convencido). O que interessa é tu que estás a ter os resultados que queres.

Exemplo: behavioural experiments

  • Ou seja, convém saberes o mínimo sobre cada tema (para não aceitares cegamente a opinião de um especialista, que é especialista no que sabe. Mas e o que não sabe? Pode haver melhores soluções que esse especialista desconheça – faz sempre a tua pesquisa)

Aplicação para tudo

Chave: Tenta criar sempre um sistema de “experimenta e ajusta” naquilo em que queres melhorar.

Início: cria teoria inicial

Motivado por um problema concreto (ou não), escolhe uma área da tua vida e cria a tua teoria inicial sobre como irás agir nessa área da tua vida (cria um documento e escreve toda a tua teoria desse assunto lá).

Vai experimentando aplicar a teoria em situações futuras e ajusta a teoria sempre que a teoria não for satisfatória (a teoria funciona se puderes seguir cegamente o que a teoria diz. Caso conctrário, tens de ajustar a teoria).

Exemplo: Eu criar um capítulo de “família e amigos” para decidir quanto tempo dedicar e o que fazer com família e amigos.

Primeiro: gerar exemplos (Experimentar)

O princípio fundamental de aprender através de exemplos (experiências)

Se da 1ª experiência para a 2ª experiência, houve só 1 alteração, que levou a um resultado diferente, então essa alteração é necessária para criar o resultado diferente.

  • houve só 1 alteração, que levou a um resultado diferente, então essa alteração é necessária para o resultado diferente
  • 2 exemplos com o mesmo resultado e só 1 característica igual em todos, então essa característica causou esse resultado
  • 2 exemplos com diferentes resultados e só 1 característica diferente em todos, então essa característica causou esse resultado
  • Normalmente, em resultados iguais, olhamos para as características iguais nos dois.
  • E em resultados diferentes, olhamos para as características diferentes nos dois.

Com sorte, só há 1 característica igual ou diferente. E essa característica será a causa da igualdade ou diferença de resultados (partindo do princípio que o resultado tem uma causa única e não um combinação de causas. Na verdade, o melhor que podemos dizer é que essa característica igual ou diferente, junto com as outras características todas da situação, são a causa do resultado igual ou diferente).

Na prática, experimenta 1 coisa diferente de cada vez (e deixa tudo o resto igual)

  • Se alterar resultado, então efeito é suficiente (junto com os outros fatores)
  • Se não alterar resultado, então efeito não é suficiente (junto com os outros fatores).

Experimenta os dois lados

Só saberás a diferença entre as duas realidades se experimentares as duas (por isso, não te prendas à tua realidade atual, mas experimenta!)

Ou seja, experimenta sempre novas realidades que ainda não experieciaste! (pode ser que prefiras)

Sempre à procura de pequenas melhorias

É isto que eu faço em cada tarefa. Sempre experimentar alguma coisa que torne o processo mais eficiente (e assim naturalmente e facilmente vais tornando todos os processos mais eficientes, pensando pouco ou nada)

Como ajustar

Todos os dias, vê o que resultou e não resultou e faz mais do que resultou e tenta melhorar o que não resultou. Pergunta sempre: como posso amanhã fazer melhor?

Faz mais do que resulta e menos do que não resulta.

Sempre a mentalidade do: “para a próxima, vou fazer assim” (maneira diferente da útilma vez, que resolve a anomalia da última vez )

Experimentar variações ao calhas e ver o que acontece

  • Gerar variações experimentando coisas ao calhas
  • É assim que eu descobri tudo o que aprendi (Matemática, saúde, explorar meditação e movimento, etc.).

Mito do Esperar pelo Externo

A tendência de nunca nos passar pela cabeça pesquisar ou experimentar mais sobre as nossas áreas de interesse (por exemplo eu com Matemática, mas por acaso fazia isto com Magic: The Gathering ou Clash Royale, por isso talvez era só a questão de que não era a minha missão principal na altura).

Ainda há muito o mito (que nós próprios não identificamos) de que as coisas só s

A importância de registar a teoria (já escrevi mais detalhado noutro sítio)

  • Solidificas as tuas intenções e ações, aos escrevê-las
  • Dá-te nova inspiração (encontras falhas ou maneiras de melhorar que não pensaste)

Que barreiras psicológicas existem para não experimentar?

  • Medo de falhar
  • Medo de opiniões dos outros

Experimenta vezes suficientes (às vezes mais é diferente)

Experimenta vezes suficientes (pasra poderes tirar conclusões corretas). Há certas coisas que só arrancam passado uma certa quantidade de tempo ou uma certa quantidade de experiências. “Às vezes, mais é diferente.”

➤2. Padrão da Evolução e Registo: Método Científico e Categorias (Algoritmo da Evolução?)

Exemplos

Horário

  • Objetivo: ter um horário que cubra todas as tarefas regulares necessárias
  • Começamos com um horário inicial
  • Anomolias? Tentamos fazer alterações para resolver essas anomalias.
  • Com o tempo, horário cada vez satisfaz mais as nossas necessidades.

Alimentação

  • Objetivo: melhor alimentação para energia e concentração
  • Indicadores principais: sono (energia ao acordar, interrupções durante a noite), fezes (regulares ou não), concentração e energia ao longo do dia, outras sensações e outra marcas no corpo
  • Começamos com alimentação inicial, que tem um certo conjunto de resultados
  • Tentamos fazer alterações para resolver certas anomaias (a começar pelas mais prioritárias)
  • Com o tempo, alimentação permite melhorar os indicadores (e assim aproximar cada vez mais do objetivo)

Exame de Matemática (Método Cíclico)

“Méetodo Cíclico é um método científico em que a resolução de anomalias (saber estratégia geral de um exercício/tema) tem o seu próprio método científico”

No fundo, é um método científico com um método científico dentro.

  • Objetivo: ter 15 no exame de Matemática
  • Indicador: ser capaz de resolver exames anteriores cronometrados e ter 15 ou mais com confiança
  • Subindicador: saber as estratégias gerais de exercícios suficientes para ter 15 no exame
  • Começamos do zero
  • Fazemos exame anterior cronometrado
  • Anomalias? Ou seja, exercício errado? Aprende esse exercício até o saberes bem. e depois faz outro exame anterior cronometrado.
  • Com o tempo, sabes fazer exercícios suficientes para ter 15 no exame.

Descobrir Estratégia Geral de Exercício de certa matéria (Método Criador)

  • Objetivo: descobrir todas as estratégias gerais de resolver exercícios de exame de certa matéria
  • Indicador: ter um resumo com todas as estratégias gerais
  • Começamos do zero
  • Fazemos exercícios e registamos estratégia geral utilizada.
  • Anomalias? Ou seja, novos exercícios aos quais a estratégia anterior não funciona? Então adiciona também esse nova estratégia geral à anterior.
  • Experimentamos os mais variados exercícios dessa matéria.
  • Com o tempo, ficas com um resumo de todas as estratégias gerais que precisas.

Descobrir o que queres na vida

  • Objetivo: viveres a vida que queres ter
  • Indicador: tudo o que fazes é porque queres fazer
  • Começamos com a tua vida atual
  • Faz imensas experiências de vida
  • Anomalias? Ou seja, experiências que não queres fazer? Retira-as ou minimizar da nossa vida
  • Com o tempo, gastas cada vez mais tempo a fazeres o que queres e menos o que não queres

Mais exemplos

  • Descobrir casa que queres ter (anomalias são condições específicas que queres na tua casa)
  • Escrever todo o teu conhecimento (anomalias são quando te lembras de uma ideia que ainda não está no texto)
  • Memória Humana (anomalias são eventos que contrariam as nossas expectativas, ou seja, eventos que contrariam as previsões da nossa memória)
  • Pensamentos na nossa cabeça (anomalias são pensamentos que não nos levam aos resultados que queremos)
  • Leis criadas pelo ser humano (anomalias são situações indesejáveis que a lei permite)
  • Evolução dos seres vivos (anomalias são os seres vivos menos aptos a sobreviver)
  • Executar certo projeto (anomalias são quando não consegues avançar, por exemplo, por falta de conhecimento)
  • Evolução de uma empresa (anomalias são número baixo de vendas)

Objetivo

O que é que todos estes exemplos têm em comum?

Fazer com que um conjunto de informação se aproxime o mais possível da realidade (mesmo que a realidade esteja em constante mudança).

Criar condições necessárias e suficiente num sistema teórico ou de ações para obter certo resultado ou descrição do mundo real.

Método de aproximação gradual de um objetivo, especialmente quando é um objetivo aberto, em que não é possível definir critérios 100% claros e alcançáveis do que pretendes alcançar e uma aproximação é o melhor que podes ter.

PROBLEMA: Como evoluir qualquer conhecimento? E como registar? Como criar sistema que atinja certo objeivo?

OBJETIVO FINAL: criar uma estratégia geral com o mínimo de requisitos necessários para obter os resultados desejados.

EXEMPLOS:

  • Criar uma teoria que descreve um fenómeno fisico
  • Criar um conjunto de ações que atinjam determinado resultado
  • Descobrir alimentação para uma boa saúde
  • Descobrir calendário que inclua todas as tarefas importantes
  • Cria estratégia geral que permita resolver todos os exercícios de um exame

Como fazer?

Passo a passo

  • Início: Cria a tua estratégia geral inicial (do zero ou copiando a estratégia geral de outra pessoa)
  • Evolução (ciclos de 2 passos):
    • Executa a tua estratégia geral com novos exemplos até encontrares uma anomalia (ou seja, um exemplo a que a estratégia geral não responda)
    • Altera a tua estratégia geral de modo a resolver todos os exemplos que já resolvia antes e também a anomalia

Para resolveres a anomalia, se a primeira alteração não resultou, então elimina essa primeira alteração e tenta outra alteração. Repete até encontrares uma alteração que resolva a anomalia.

Outra perspetiva: Estratégia Geral evolui por passos adjacentes, incluindo sempre a estratégia anterior

Podemos imaginar todo o conhecimento como um campo, por exemplo, a 2 dimensões. A tua estratégia geral é uma porção desse campo.

A cada nova anomalia (ou seja, a cada situação que esteja fora da tua estratégia geral, fora dessa porção de campo), tu alteras a tua estratégia geral para também resolver essa anomalia. Ou seja, à porção inicial de campo que tinhas, acrescentas mais um pouco de campo para que esse campo inclua também a nova porção de campo da anomalia.

E é assim que a nossa estratégia geral vai evoluindo. Começamos com uma porção de campo. E à medida que vamos encotrando anomalias, situações que estejam fora dessa porção de campo, então vamos alargar a nossa porção de campo para incluir também essa anomalia.

Conclusão? A estratégia geral evolui por passos adjacentes, incluindo sempre a estratégia geral anterior.

Antes de Começar

1. Definir o Objetivo

  • Quando é que saberás que atingiste o teu objetivo? Qual é o conjunto de resultados que queres?

EXEMPLOS:

  • Ter boa nota no exame
  • Ter boa saúde e energia
  • Saber sempre o que fazer semanalmente

2. Definir o Indicador (ou indicadores)

O indicador é algo que dá para medir e que é o mais próximo possível do teu objetivo base.

  • Determina uma série de indicadores que te ajudarão a perceber o teu progresso (se as coisas estão “melhores” ou “piores”)
  • É aquilo a que tens de prestar atenção
  • Sem oportunidade para te enganares a ti próprio

Métricas permitem-nos reduzir conceitos complexos a um conjunto de categorias. Nunca é perfeito mas é o melhor que se pode.

Como é que sabes que estás a ter os resultados desejados? Usa medidas!

  • Medidas é a maneira de tentar medir objetivamente esse conceito invisível – quando naturalmente não recebes nenhum feedback externo (medidas é como as sensações, mas para conceitos invisíveis)

Em casos excecionais, pode-se usar lógica (por exemplo, a avaliar o efeito, positivo ou negativo, das tuas palavras)

  • Detetar padrões: cérebro tem de ser muito bom a detetar padrões (meta analisar problemas – identificar padrões, ou seja, “categorizar”)
  • Métricas: métricas é o que te permite recolher feedback (atenção é o skill fundamental – ótimo a perceber os próprios estados internos – sensações e pensamentos)

EXEMPLOS:

  • Sensações: tudo o que dê para sentir (ncessita de mais atenção)

NOTA: Muitas vezes escolhemos as métricas erradas, normalmente as que estão mais à mão.

Traduz o Objetivo num indicador
  • Tem de ser óbvio.

EXEMPLO:

  • Só percebo certo assunto quando consigo escrever um mapa mental super simples do assunto
Escrita é o melhor – escreve os indicadores
  • Escrita determina onde colocar a atenção.
  • Escrita é mais fiável do que memória.
  • Escrita permite ver sequência de exemplos, facilitando a criação de uma lição
Indicadores externos

Indicadores externos como sensores de humidade, de qualidade do sono, etc, etc, são também bons para tu, com o tempo, associares sensações do corpo à variação desses números.

Por exemplo, agora consigo ter uma ideia se o ar está mais ou menos húmido pela sensação desse ar quando o inspiro pelo nariz.

3. Definir Estratégia Geral Inicial (se necessário)

  • Inspira-te na estratégia geral de outras pessoas ou começa com um palpite teu.

Como resolver anomalias?

A maneira como resolves anomalias depende imenso do sistema que estás a criar.

Para as resolveres, tens várias hipóteses .

Primeiro, pensa

Para poupar tempo e aprenderes mais, primeiro, tenta resolver a anomalia tu próprio, sem qualquer ajuda. Muitas vezes basta pensares um pouco para teres uma ideia como resolver a anomalia.

Se difícil, pesquisa

Se mesmo depois de tentares, não consegues resolver a anomalia tu próprio, então faz uma pesquisa (por exemplo, no Google ou ChatGPT), percebendo o que outras pessoas já fizeram e experimentaram.

Pode ser que, pela tua pesquisa, encontres uma solução que possas imitar ou adaptar.

Em útimo caso, pergunta

Se pensar e pesquisar ainda não for suficiente, então pergunta a alguém com experiência. Provavelmente serão capazes de te dar uma resposta mais personalizada ao teu caso em particular

PS: De qualquer modo, lembra-te: não rejeites ideias sem as experimentar. Experimenta e depois então decide!

1. Experiência: fatores importantes

Muitas vezes, experiência é simplesmente viver

Muitas vezes, experiência apenas é apenas experiência de vida.

Acima de tudo, o que interessa é manteres a tua atenção de forma a registares os indicadores.

EXEMPLOS:

  • Descobrir a vida que queres ter
  • Resolver exercícios do livro

Se tiveres de decidir ou criar experiências, como fazer?

  • Acima de tudo, fazer uma experiência de cada vez
  • Sugestões de experiências são super importantes quando não fazes ideia quais podem ser as variações relevantes.

EXEMPLOS:

  • Alimentação: comidas ou hábitos a experimentar
  • Criar exercícios: uma mudança sobre outros exercícios

2. Teoria: Regista os Dados (categorias)

Arranja algum local onde registar todas as tuas conclusões. Pode ser um caderno, um ficheiro do Google Docs como este ou uma aplicação como o Notion.

Escolhe o meio de escrita

Escolhe o local onde faz mais sentido guardar os dados. Podes guardar num mapa mental, num calendário ou o que for mais apropriado para guardar todos os dados e conclusões.

Dá-te tempo de reflexão

Só assim interiorizas alguma coisa

Simplificar/Condensar? (técnica de mapas mentais?)

E tu? Onde é que vais usar método científico?

  • Lembra-te: sempre que quiseres fazer evoluir qualquer conjunto de informação de forma a aproximar-se de um objetivo, da realidade, usa método científico.

Lembra-te: “Erro” é o que faz tudo evoluir. Erro é uma anomalia que te quer avisar para mudares a tua estratégia geral (senão reotirás os mesmos erros

Outros

Encontra a fronteira entre o sim e o não

Encontra a fronteira entre o sim e o não, porque no momento em que encontras a fronteira, o resto da classificalção é automática.

EX: Se 9 min não coze um ovo, e 10 minutos coze um ovo, então a fronteira é 9-10 minutos. Por isso, sabemos automaticamente que 0-9 minutos não coze um ovo e que 10 ou mais de 10 minutos coze um ovo (para saber tudo isto, só foi preciso descobrir a fronteira entre cozer e não cozer).

Para quê usar aparelhos de medição? 2 Benefícios

Aparelhos de medição é como ter sentidos extra: permite-te sentir para além daquilo que conseguirias naturalmente sentir (e mais tarde, até podes começar a associar os números às sensações do teu corpo, de modo que só pelas sensações sabes logo o número).

  • Exemplo: quando começas a usar um aparelho que avalia o sono, podes comparar esse número com como te sentes de manhã. Assim, com o tempo, só percebendo como te sentes de manhã consegues logo saber mais ou menos qual será o número da qualidade de sono.
  • Exemplo: quando começas a medir o pH (acidez) da tua saliva, podes comparar esse número com o sabor na tua boca. Assim, com o tempo, só pelo sabor da tua boca, consegues logo saber mais ou menos o número de pH.

Evoluir Texto Escrito

Registar os dados facilita a descoberta de padrões e assim a criação de categorias de ação.

  • Primeiro, pela escrita, surgem todas as perguntas necessárias para tornar essa teoria lógica
  • Depois, mais tarde, vês se a teoria sobrevive contra todo o género de perguntas aleatórias que o pessoal faça.

Escrita é a melhor maneira de cimentar ideias e gerar novas ideias.

Consumir Conteúdo

  • Deteta linguagem equivalente: Muita gente usa linguagem diferente para descrever a mesma coisa. Cria a tua própria linguagem e tenta encontrar equivalências com o que os outros dizem.
  • 99.999% do conteúdo é irrelevante para o teu problema atual

Experimentar

“Torna-o teu” – Experimentação permite-te descobrir princípios mais gerais, que te ajudarão no futuro. Percebes realmente porque é que resulta, que é para poderes aplicar também noutras situações. Princípios é categorias, categorização.

Evolução via meta pensamento – categorias

Evoluis quando começas a ver a tua realidae 1 categoria acima (“ver de cima”)

  • Escolhe categorias que merecem tratamento ou seja estratégia geral deiferente. Tudo o que tiver mesmo estratégia geral, arranja nome igual para elas.

Sequência de Exemplos dessa “Ilusão”

Quantas vezes terás de repetir o mesmo “erro” para aprenderes a lição?

Quanto mais repetição, mais rápido é interiorizar. Até podes tentar interiroizar artificialmente.

Se tiveres registado grande sequência de exemplos, mais fácil mudares de atitude (normalmente não tomamos porque o tempo entre ocorrências é demasiado longo e nós nem reparamos). Ao registar as coisas desta forma, tornamos muito mais visível o problema, o que é mais provável arranjarmos solução (porque ocupa maior percentagem da nossa vivência, porque estamos sempre atentos a ele).

Toda a ação tem suposições inerentes (mesmo que não vejas)

Resultado

  • Com isto, já serias capaz de reconstruir qualquer sistema de conhecimento do zero (e redescobrir todo o conhecimento humano)

Perguntas mais Importantes

Fazer as perguntas certas é aquilo que te permite avançar. Quais são as perguntas que te ajudam a perceber mais sobre qualquer conceito?

  • “Estou a fazer a pergunta errrada? Estou a tentar resolver o problema errado?”
  • “Princípio/Estratégia Geral aplica-se também noutros contextos (por examplo, mais geral)”
  • “Em que nível de análise estamos a ver isto?”
  • “Quais são as palavras-chave/categorias? E o que significam?”
  • “Consigo imaginar tudo na minha cabeça?”
  • “Quais são as diferenças? Quais as semelhanças?” (permite identificar as categorias relevantes, talvez usando-as como base de classificação no mapa mental). Únicas categorias relevantes são aquelas responsáveis pelas semelhanças e diferenças.
  • Quais são as diferentes perspetivas? (perspetiva do próprio, de observador, etc.)
  • Esta é informação nova? Ou é a mesma informação mas por outras palavras? (diferente do que já sei ou li? ou igual?)
  • Porque é que isto é importante?
  • Como se relaciona com …?
  • Como posso aplicar isto? Como posso usar isto?
  • Como posso usar isto? Porque tenho de usar isto? Quando vou usar isto?
  • Alguma palavra que não percebes? (pequisa definição imediatamente)
  • O que me impedir de fazer isto?
  • Que outras intepretações poderiam igualmente explicar esta situação?
  • Como ver isto como uma vantagem/oportunidade?

Objetivo: Extrair Princípios

  • Quando vemos exemplos, o mais importante é extrair princípios que não só nos permitam resolver problemas iguais, mas que permitam resolver problemas estruturalmente parecidos noutras áreas de conhecimento.

Não interessa o conteúdo, interessa é a estrutura e princípios.

Lembra-te: todo o teu conhecimento está disponível para ser usado em qualquer área (não acredites que a cada área corresponde certo conhecimento, porque não – muito dele é conhecimento mais geral e aplicável em muitas outras áreas)

Evolução Adjacente?

  • Avança sempre fazendo já a mudança que sabes. Assim aproximas-te mais do objetivo.
  • Preocupa-te apenas com o próximo passo
  • Tem de ser algo cuja dificu
  • Ver também “desenvolvimento pessoal”

Tens de melhorar: senão vais sofrer até aprender a lição

  • O mundo é simples: vai-te fazer sofrer até aprenderes que ainda não aprendeste as lições certas. Todos os teus resultados ensinam-te lições: e cabe-te a ti perceber essas lições e mudar o que é preciso.

Algoritmo do Melhoramento (integrar com método científico?)

Para melhorar independentemente de conhecimento, basta dois passos:

  1. Faz uma experiência
  2. Se os resultados se mantiverem ou melhorarem, mantém essa mudança. Se piorarem, deixa essa mudança.

Exemplos:

  • Melhorar Saúde: é assim que vou melhorando a minha saúde ao longo do tempo, experimentando, por exemplo, ligeiras mudanças de alimentação e outros hábitos diários (se bem que não posso ter a certeza absoluta se é exatamente pelo que fiz, porque acredito que a tendência natural do corpo é para ficar saudável)
  • Melhorar Conveniência/Requisitos Necesários: é assim que vou tornando a minha vida mais simples, tentanto experimentar versões mais convenientes dos meus hábitos atuais e ver se consigo manter pelo menos os mesmos resultados (por exemplo, consigo dormir no chão, em que o meu sono se manteve ou melhorou)

Ler investigação

  1. Qual é a pergunta? (perceber o contexto dos investigadores e objetivo)
  2. O que aconteceu? (da perpetiva do participante e do investigador)
  3. Qual é a explicação para o que aconteceu? (alguns potenciais problemas nos seus métodos e métricas?)
  4. Mesmo com pergunta diferente, conseguimos aprender alguma coisa para a nossa pergunta?

Falar com Especialistas

  • Já experimentaste x? Quais foram os resultados? (garante que conhecimento é com base em experiência e não opinião)

Leva ao Extremo

Há certas diferenças que só reparamos quando levamos as coisas ao extremo.

  • EX: Só consigo identificar comidas que me ajudam na minha energia e comidas que não ajudam quando resolvo problemos difíceis de matemática (porque só aí é que a diferença em capacidade cognitiva é visível)

EX: Para descobrir o rato ou o teclado mais confortável, temos de utilizá-los com máxima intensidade durante algumas horas seguidas. Aí, torna-se óbvio quais são os aparelhos verdadeiramente ergonómicos.

Como rapidamente dominar tema

  1. Procurar aquele que parece o maior especialista na área com curso acessível passo a passo, aprende tudo
  2. Desnvolve o teu método, aplica e vai adicionando ideias de outras fontes e vai testando maneiras de corrigir os erros

Condições Suficientes e Necessárias

  1. Experiências diferentes até obter resultado
  2. Tentar manter o resultado, ao mesmo tempo que se remove condições anteriores (de modo a ficar com a mínima ação possível que dá aquele resultado) – isto é principalmente por eficiência

➤Pensamentos 2: O problema da verdade e Linguagem/Comunicação Eficaz/Específica

Relacionado com:

  • (Linguagem específica nos pensamentos do próprio) – Não ver Intepretações, mas sim dados reais: Circunstâncias, Ações, Resultados
  • Experimenta e ajusta – juntar com esse?
  • Queremos? Precisamos? Temos? (ser específico no “queremos”)

Resumo

  • Problemas
    • Múltiplas interpretações para mesmos dados reais
    • Maioria das palavras são interpretações
    • Dificuldade de traduzir qualquer resultado para o teu caso em particular
    • Não sabemos nada (imitamo-nos todos uns aos outros, sem verificar)
  • Solução: Experimenta e ajusta. E Linguagem Específica?
    • Linguagem que permita recriar a situação na nossa imaginação (eu do futuro ou outras pessoas)

Dados: Comunicar é importante mas difícil

Se já tentaste comunicar com alguém, sabes me muitas vezes não é fácil transmitir a tua mensagem.

Comunicação eficaz (específica) aplica-se tanto para comunicares com outras pessoas, como contigo próprio (especialmente o teu eu do futuro, que literalmente é uma pessoa diferente, porque o seu cérebro já é diferente)

Por isso, é essencial criar uma teoria de comunicação eficaz, que se aplica a todas as áreas de comunicação: seja ela verbal, escrita ou outra forma de comunicação que ainda iremos inventar.

Pessoalmente, estou interessado nisto especialmente para:

  • Outras pessoas e teu eu do futuro: Falar e Ensinar: “como falar com outra pessoa de forma que ela entenda a tua mensagem facilmente, sem possibilidade de mal entendidos, ou seja, interpretações erradas?”
    • Tu próprio: Mesma coisa que acima, só que com o teu eu do presente e do futuro. Escrita nos teus próprios sistemas de pensar e registar
      • (conteúdo que o teu eu do futuro perceba totalmente, mesmo quando já se esqueceu de tudo)
      • depois afetará a própria maneira como pensas, ignorando interpretações e olhando só para os dados reais (incluir linguagem não específica no teu pensamento irá fazer-te não olhar objetivamente para as situações)

Comunicar pode falhar em 3 lados

Comunicar é transmitir o que está na mente de uma pessoa para a mente de outra. Para isso:

  1. Uma pessoa traduz as suas ideias em palavras (saber explicar)
  2. A outra pessoa ouve as palavras (saber ouvir/estar atento, sem distorcer)
  3. Essa pessoa traduz as palavras em ideias suas (saber interpretar)

No fundo, há 3 fases onde a comunicação pode falhar (e o nosso objetivo é minimzar todas as falhas)-

Grande Facto 1: O problema das palavras (conceitos)

  • Comunicação eficaz
  • Pensamento específico (nada de interpretações, mas dados reais).

Exemplo-Chave

  • “Ele insultou-me” (é sempre uma interpretação)
  • Alternativas reais:
    • Mais correto de todos: “Ele disse que os meus sapatos eram muito bonitos e eu senti um aumento de temperatura do corpo e uma contração no coração e na barriga, que eu interpretei como um insulto”
    • Olhando só para os dados: outra pessoa dizer “os teus sapatos são muito bonitos”, estas sensações e interpretações (pensamentos) são a resposta proporcional e apropriada? (ou o que tenho de fazer melhor para a próxima? “Cria a tua teoria de responder a elogios, copia para o teu documento de registo, e faz essa experiência da próxima vez”)

Como imaginar palavras

  • É algo que tem sempre uma imagem/significado por detrás.
  • Muitas vezes usas palavras diferentes mas que por detrás têm o mesmo significado.
  • O que interessa é sempre o “por detrás”.

Introdução

Desde que nasceste, tens dito e ouvido frases como:

  • “Sou preguiçoso”.
  • “Estou nervoso”
  • “Isto é bom. Aquilo é mau.”

“Preguiçoso”, “Nervoso”, “Bom”, “Mau”. E se eu te dissesse que estas palavras não significam o que pensas que significam?

E se eu te dissesse que perceberes o real significado destas palavras mudaria completamente a tua atitude perante elas?

Muitas das palavras que dizes são conceitos que não existem!

De onde vêm os nossos conceitos? São só abreviaturas!

A dada alura, não existiam telemóveis. Por isso, a própria palavra “telemóvel” também não tinha sido inventada.

Mas no momento em que começaram a existir telemóveis, surgiu também a necessidade de termos uma única palavra que os identifique.

Afinal de contas, não queremos passar toda a nossa vida a dizer: “aquelas máquinas que cabem no bolso e que dão para fazer chamadas”.

  • “Hoje, esqueci-me da minha máquina que cabe no bolso e que dá para fazer chamadas”
  • “Tenho mesmo de comprar uma nova máquina que cabe no bolso e que dá para fazer chamadas”
  • “Vou trocar a minha velha máquina que cabe no bolso e que dá para fazer chamadas por uma nova máquina que cabe no bolso e que dá para fazer chamadas.”

Mas agora se inventarmos a palavra “telemóvel”, tudo fica mais fácil:

  • “Hoje esqueci-me do meu telemóvel”
  • “Tenho mesmo de comprar um telemóvel novo”
  • “Vou trocar o meu telemóvel velho por um telemóvel novo”

Quando substituímos “máquina que cabe no bolso e que dá para fazer chamadas” pela palavra “telemóvel”, não só nos dá menos trabalho, como também é mais fácil de compreender e de lembrar.

Conclusão? Tal como “telemóvel” é uma abreviatura para “máquina que cabe no bolso e que dá para fazer chamadas”, quase todos os conceitos que usamos são apenas abreviaturas.

Ou seja, quando queremos transmitir uma ideia, em vez de usarmos imensas palavras, usamos apenas uma palavra (que é o nosso conceito).

Usar só uma palavra dá-nos menos trabalho e permite-nos comunicar facilmente – por isso é que inventamos novas palavras.

Conceitos ajudam a criar fronteiras artificiais na realidade, de acordo com relevância

Os nomes são apenas para facilitar comunicação e categorização.

Muitas palavras para o mesmo significado são confusas e podem dar a ideia que há 2 fenómenos distintos quando na realidade só há 1

Palavras são mera convenção

Nenhuma instituição inventa as palavras

Mas agora, um pormenor importantíssimo: mas quem é que inventa as novas palavras?

Não. Não é nenhuma instituição que inventa as palavras.

Aquilo que acontece sim é que alguém inventa a palavra e começa a usá-la. Depois outros vêm essa nova palavra e começam a usá-la também. E isto continua até que toda a gente começa a usar a palavra.

Ou seja, a dada altura, alguém inventou a palavra “telemóvel” e começou a usá-la. Depois, outros viram a palavra “telemóvel” e começaram a usá-la também. E isto continuou até que toda a gente começou a usar a palavra.

Dicionários

Ou seja, ao contrário do que possas pensar, dicionários não são quem dita as palavras que usas.

Os dicionários são apenas um resumo das palavras usadas por mais pessoas.

Ou seja, um dicionário tem de estar em constante atualização, porque a própria língua está em constante evolução.

Até tu podes criar palavras

Por exemplo, eu criei a palavra “papa-vintes” para me referir ao exercício mais difícil do exame e também “método cíclico” para me referir a um método de estudo.

Os Matemáticos fazem isto a toda a hora, sempre que identificam um conceito importante. E eu faço o mesmo. E tu também podes fazer!

Falsas Propriedades (descrevem ações)

  • “Sou preguiçoso”
  • “Sou trabalhador”

A maior parte dos adjetivos que nós usamos dão-nos a sensação de que há algo nessa

Por exemplo, quando eu digo: “és preguiçoso”, dá-nos a ideia de que existe uma propriedade chamada “preguiça” e que tu tens essa propriedade.

Mas a verdade é que “preguiça” não existe. Não há nada no teu corpo ou no teu cérebro que possamos identificar e dizer: “é aqui que está a tua preguiça”.

De facto, quando eu digo “és preguiçoso”, aquilo que eu realmente quero dizer é: “baseado naquilo que eu te vi fazer nos últimos tempos, em muitas das vezes, não fizeste o trabalho que tinhas de fazer”.

Só que como eu não quero “baseado naquilo que eu te vi fazer nos últimos tempos, em muitas das vezes, não fizeste o trabalho que tinhas de fazer”., eu apenas digo “és preguiçoso”.

Personalidade não existe

Aquilo a que chamas personalidade é apenas um resumo criado pelo teu cérebro do conjunto de todas as ações dessa pessoa que observaste

Crianças “Mal comportadas”

Mau comportamento não existe. O comportamento é da pessoa, mas o “mau” está só na tua cabeça. Ou seja, o comportamento é real, mas o “mau” é apenas a tua interpretação da realidade, é apenas a tua opinião.

O problema de dizer “mal comportado” é que dá a ideia que a causa do “mau” é a outra pessoa, quando na verdade a causa do mau é os teuis próprios pensamentos e crenças.

De facto, ninguém é mal ou bem comportado (mal ou bem é a tua opinião). Toda a gente apenas age da forma mais lógica de acordo com os dados da sua memória. Memória diferente é que leva a ações e opiniões diferentes.

Falsas Propriedades (descrevem sensações)

O problema não está no mundo, mas na tua interpretação.

  • “É delicioso”
  • “É bonito”
  • “Isto é bom. Aquilo é mau”
  • “Uma foto agradável ou desagradável”. O que realmente significa é “uma foto que me faz sentir sensações que eu considero agaradáveis ou desagradáveis” (“foto que causam alterações internas no meu corpo, representadas por sensações que eu categorizo como agradáveis ou desagradáveis”).
    • A foto em si é só um bocado de papel. Não é isto nem é aquilo. Tudo o que dizes sobre a foto é apenas as sensações que aparecem.
  • Uma pessoa simpática ou antipática, boa ou má

Palavras que dependem da perspetiva

  • Categorias como “flor” ou “erva”
  • “Cores”
  • Emoções
  • etc.

Muito conceitos físicos são mentais

  • “emoções”
  • “bom, mau”
  • etc.

O problema de “bom” e “mau” é que normalmente significa “coisas que EU gosto ou não gosto” (ou seja, muito subjetivo), embora no dia-a-dia usemos “bom” e “mau” quase como se todos concordassem.

Propriedade Imutáveis

  • “És inteligente”

Fácil, difícil, complicado, demasiado para mim

  • Fácil difícil não existe. Apenas diz o queão habituado ou desabituado estás. E o quão longe da tua realidade conceptual está esse tema. Ou então o tempo de trabalho que demora até ser proficiente.
    • Se requer mais tempo de trabalho, dizemos que é difícil. Se requer nenhum tempo de trabalho, dizemos que é fácil.
  • Tudo parece difícil e complicado quando não o sabes. Mas quando o sabes muito profundamente, tudo parece fácil e simples Quando vês exatamente como é, cai o mito, o medo, a sobrenaturalidade, a superstição. Nada é tão complicado ou simples quanto parece. E só saberás mesmo como é quando investigares em vez deacreditares nas tuas superstições pouco informadas.

Emoções (descrevem sensações)

Quando dizes “estou nervoso”, isso .

Aquilo que realmente queres dizer é: “o meu coração está a bater mais rápido, as minhas mãos estão a tremer e a minha cabeça está a doer”.

  • “o meu coração está a bater mais rápido, as minhas mãos estão a tremer e a minha cabeça está a doer” é real
  • “estou nervoso” é uma interpretação

Falsas Obrigações/Não Decisões

Há imensas palavras que usamos para nos terntarmos convencer de que não temos escolha, quando, de facto, temos sempre escolha – a decisão é sempre nossa.

“Dever, Ter que, Ser obrigado a…”
  • Eu devo fazer isto
  • Tenho que fazer isto
  • Sou obrigado a fazer isto
  • Na verdade, tu não tens de fazer nada (tudo na vida é uma decisão. A única coisa que tens de te lembrar é que ao tomares uma decisão, também estás a aceitar os resultados que venham dessa decisão). Ou seja, uma melhor questão é: quais são os resultados que queres? (toma a decisão que te leve a esse resultados)
Apetece-me, não me apetece

O “apetece-me” é outro destes conceitos inexistentes, que podem significar muita coisa.

Mas uma coisa é certa: é tudo para dizer “eu estou a fazer isto porque algo fora do meu controlo está a dizer-me para fazer isto.”

  • Aparecem-me pensamentos em que eu imagino-me a fazer isso (por isso digo “apetece-me”)
  • Aparecem-me pensamentos em que eu imagino algo negativo ao fazer isso – talvez muito esforço, etc. (por isso digo “não me apetece”)
  • Sinto alguma sensação de energia no corpo quando penso nisso ou começo isso (por isso digo “apetece-me”)
  • Sinto alguma sensação de desconforto ou falta de enrgia quando penso nisso ou começo isso (por isso digo “não me apetece”)
  • O meu corpo não se sente bem
  • Eu tento pensar, mas os pensamentos não me dão a resposta
  • Apareceu-me um pensamento a dizer que “não me apetece”

Mais uma vez, “apetece-me” e “não me apetece” é apenas uma abreviatura para descrever pensamentos e sensações que te apareceram. Mas o importante a perceberes é que tudo isto são só informações, sugestões, previsões. No fim, tens sempre o poder de decisão. E se experimentares avançar, mesmo quando pensas “não me apetece”, irás ver que, na verdade, o corpo não se interessa da tua escolha – porque o corpo irá dar sempre o seu melhor qualquer seja a tua escolha.

No fundo, se deres ao teu corpo o descanso e energia que ele precisa, então o “apetece-me” e o “nao me apetece” é sempre para ignorar completamente. Porque desde que o corpo tenha a energia, então serás sempre capaz de executar qualquer tarefa, quer “apeteça” ou não.

Falsas Propriedades (preconceitos/são opinião)

  • Quando alguém diz que não deves fazer algo ou reage mal a algo, é importante perceberes que isso não é uma propriedade desse objeto ou ação, mas apenas uma vulnerabilidade/fraqueza/preconceito da parte da outra pessoa.
  • Depois, tu podes decidir se queres fazer, mesmo ativando essa fraqueza (por exemplo, se estiveres a tentar ajudar essa pessoa a ultrapassar) ou decidir não fazer isso à frente dessa pessoa.
  • Tudo isto vem da suposição evolutiva “errada” de que as pessoas à tua volta seriam o feedback mais verdadeiro. Para sobrevivência, é verdade. Agora, já não funciona (especialmente porque recebes feedback de muitas mais, mas a maioria dessas pessoas nem é relevante para a tua vida).
  • doença, praga, etc (são palavras que a maioria das pessoas vê com negatividade e por isso acreditam erradamente que a reação correta é resistir, quando a única solução é aceitar aquilo que é e não criar mais histórias ou interpretações por cima disso). Por exemplo, doenças na prática são apenas adaptações do corpo humano às circunstâncias, com vista a ajudar-te (mas a palavra doença, vista com a negatividade que é normalmente associada, esconde esta verdade).

Falsas Dependências: “Esta mudança externa mudará o teu estado interno”

  • Este champô ou relógio ou carro aumentará a tua confiança

Todas estas publicidades de produtos que te farão sentir melhor de alguma forma implicitamente incitam duas interpretações completamente erradas:

  1. Estes produtos aumentarão permanentemente a tua confiança (o aumento não é permanente – no máximo, dura uns dias)
  2. A única maneira de aumentar a tua confiança é comprando os produtos certos e se ainda não estás confiante, é porque ainda não compraste o produto certo (na verdade, apenas estás a procurar a solução no sítio errado – problemas internos resolvem-se com mudanças internas – mudanças externas não resolvem problemas internos).

Doenças (descrevem sensações e corpo)

Muitas doenças não têm uma única causa óbvia.

Depressão, Ansiedade, etc, são palavras para descrever um conjunto de sintomas. Não é como um vírus que se apanha e que causa aqueles sintomas.

Algo “não devia ser como é”

  • “Quero curar isto, melhorar isto, mudar isto, quero sentir-me bem, quero ser feliz”. (muitas vezes dizemos estas palavras com ódio e rejeição da realidade como ela é agora. Isto é um erro, porque o caminho para mudar o que quer que seja começa sempre com aceitação da realidade como ela é agora).

Há mais do que uma interpretação

  • Tudo o que tu ou outras pessoas dizem está sujeito a erros de interpretação.

Tendência Natural: interpretar da maneira mais conveniente

Se uma pessoa não gostar do que outra pessoa diz, normalmente irá distorcer o que essa pessoa diz de forma a parecer uma ideia tão ridícula que nem vale a pena considerar (e o maior problema de todos é que distorcem sem reparar que estão a fazer isso)

Esta é uma proteção natural do ser humano contra ideias contrárias, que o impedem dee ver a realidade como realmente é.

Problema: linguagem não específica – porquê?

Aquilo que eu pessoalmente faço (e que recomendo a toda a gente) é parares de dizeres estas frases: “sou preguiçoso”, “estou chateado”

  • É muito fácil não compreenderes o que outra pessoa diz. Porque, muitas vezes, o significado que tu atribuis a uma palavra é diferente do significado que outra pessoa atribui a uma palavra. Ou seja, a outra pessoa usou a palavra para transmitir uma ideia mas tu percebes outra.
  • Só por a pessoa ter transmitido essa conclusão. não significa que os dados em que ela se baseou levem logicamente a essa conclusão. Isto porque a pessoa está apenas a dar a sua interpretação dos dados (e é bem possível que haja muitas outras interpretações possíveis)
  • Linguagem não específica não te ajuda a resolver o problema.

Linguagem Específica

Ajuda fazer questões:

  • “De onde veio essa ideia? Porque é que diz isso?” (Se puderes, pergunta até a própria pessoa que disse isso)
  • “Depende ou não do Observador? É Subjetivo ou Objetivo?”

A minha sugestão é avaliar todas as situações com base apenas em linguagem específica, sem interpretações ou opiniões, mas apenas baseada na realidade objetiva.

O que é objetivo é principalmente ações e sensações teus e de outras pessoas e seres (e, se quiseres, tudo o que existe independetemente do observador, mas que ou que não consegues observar ou só com instrumentos especiais – microscópios, telescópios, ressonância magnética, etc.). Ações inclui o que se fala.

Talvez também fenómenos naturais.

Acima de tudo, o importante é aquilo que tu controlas (tua atenção e ação).

Não uses palavras que não sabes o significado: pesquisa a definição!

Ouves outras pessoas dizer a certas palavras Começas a comunicar e pensar usando conceitos que nós realmente não sabemos o significado (pensamos que sabemos mas não), o que leva a imensos erros de lógica.

O problema é que mais gente vai dizer as mesmas palavras que tu não sabendo eles o significado. E com isto, todos ficam com ideia errada da palavra e da realidade.

Exemplo: Inflamação é apenas o nome que se dá ao conjunto de processos biológicos que ocorrem em resposta a uma ameaça (lesão, infeção, etc.), com o objetivo de eliminar a ameação e começar a reparar os tecidos.

Como sempre, é importante reconectar esses conceitos com a realidade.

Melhor Hábito: pesquisar definições das palavras (para perceberes exatamente o que significam).

Palavras que os outros nos pedem para usar

Nós iremos usar qualquer medida que nos dão para medir como nos sentimos: se nos sentirmos mal, e tivermos um questionário que pergunta o quão depressivos estamos, nós dizemos que estamos bastante depressivos. Mas se perguntar se o quão ansiosos estamos, nós dizemos que estamos bastante ansiosos. Ou seja, nós iremos usar a palavra mais parecida que nos derem para descrever essas sensações. Mas isto não significa que estamos a usar essas palavras com o mesmo significado/interpretação do que a pessoa que criou o questionário.

Fenómeno contrário: Palavras sem significado, ao qual humanos dão significado

  • Dizer “Com licença” quando arrotas
  • Dizer “Santinho” ou “Saúde” a alguém que espirrou
  • Dizer “Parabéns” a alguém que faz anos
  • Dizer “Desculpa”
  • Dizer “Obrigado”

Este é um caso muito especial, porque funciona exatamente ao contrário: o significado literal das palavras não significa nada, mas é importante para nós, porque todos nós normalmente interpretamos estas palavras como significando “eu preocupo-me contigo” ou “tu importas para mim” (por isso é que alguma pessoas ficam ofendidas quando não ouvem estas palavras).

Exemplo: “Com licença”? Mas ninguém te deu licença!!! (ora aí está: estas palavras nunca são interpretadas por nós no seu significado literal)

Nunca uso estas palavras

  • Palavras que não beneficiam ninguém
  • Palavras que não sei o significado
  • Palavras que são conceitos não reais

➤Grande Facto 2: Porque nós não sabemos nada (e porque não há problema)

Intro

  • Toda a informação em que acreditas tem sérios problemas.
  • Em que informação acreditar? Outros são sugestão, experimenta sempre!

A minha solução

  • Melhor fonte de informação: experimentar tu próprio e ver os resultados (resulta, continua. Não resulta, tenta outro.)
  • Outras fontes (são só sugestões do que experimentar a seguir): outras pessoas, internet, estudos científicos, etc. (fontes em que elas próprias fizeram ou ajudaram outros a fazer e tiveram resultados são mais de confiança, mas necessita sempre que tu próprio experimentes).

Mas como é que eu cheguei a estas conclusões? É isso que vamos ver!

Café é bom? Ou café é mau?

Café é bom? Ou café é mau?

  • De facto, encontras pessoas a dizer que é bom e outras a dizer que é mau. Até estudos científicos, alguns dizem que é bom, outros dizem que é mau.
  • Mas se ninguém concorda, então o que é que eu faço? Bebo café ou não bebo café?
  • Mais tarde, reparei que este problema estava em todo o lado: em qualquer assunto, há pessoas que dizem uma coisa, e pessoas que dizem o contrário (incluindo estudos científicos).
  • Mas então, no meio de tanta dúvida, o que é que TU fazes?

Era isso que queria descobrir.

A nossa solução do costume

  • Não decidimos. Apenas tentamos proteger a ideia que já temos.
  • Ouvir cegamente autoridades, superiores, etc.
  • E de onde veio essa ideia que já temos? Provavelmente do que outra pessoa disse ou fez numa dada altura.

O ideal

Ignora Interpretações e Conclusões

Problema: Muitas vezes, face a dados reais corretos, as pessoas (e investigadores) retiram interpretações e conclusões erradas (porque interpretam os dados de acordo com aquilo em que já acreditam).

Solução: Ao retirares informação de outras fontes (pessoas, estudos científicos, livros, internet, etc.), ignora todas as interpretações e conclusões que essa pessoa retirou.

Foca-te só nas Circunstâncias, Ação e Resultados

Problema: Muitas vezes, olhamos só para os resultados (e ignoramos completamente as circunstâncias e ações que levaram a esses resultados). Isto leva-nos a uma visão incompleta da realidade (que não no diz as circunstâncias e ações que nos podem ajudar a também alcançar esses resultados)

Solução: Foca-te nos 3 dados reais importantes (circunstâncias, ações, resultados):

  • Circunstâncias: quem, onde, quando, pessoas à volta, o que viu, o que sentiu, estado físico, estado psicológico, conhecimento, experiências passadas, etc.
  • Ação: o que essa pessoa fez?
  • Resultados: quais foram os resultados dessa ação?

Resumidamente, “A pessoa X (com circunstâncias X), quando fez Y, aconteceu Z.”

E já agora, para os melhores resultados, escreve isto numa folha ou computador.

Mesmo este método ideal tem 3 grandes falhas
  1. É impossível listar todos os fatores que levaram a certo resultado, especialmente todas as circunstâncias presentes e passadas dessa pessoa.
  2. Estamos a supor que tudo o que foi dito é verdade. Mas a pessoa ou investigadores podem estar a mentir ou omitir factos importantes (que alterariam os resultados)
  3. Só porque algo resultou (ou não resultou) para uma pessoa em certas circunstâncias, isso não significa que também resultará (ou não resultará) para ti nas tuas circunstâncias.

Estudos Científicos não são a solução

  • Estatísticas e resultados gerais dizem pouco sobre o que acontecerá no teu caso em particular.
  • É impossível ter certezas a não se que experimentes

A melhor solução

Com isto, temos de parar um momento e pensar: “O que é que queremos mesmo?” Apenas queremos saber.

Bom e mau é demasiado vago

Um dos principais problemas é que bom e mau depende sempre do que cada pessoa quer.

No fundo, “bom” e “mau” são apenas abreviatura para dizer “traz resultados que quero” e “traz resultados que não quero”.

Os 5 grandes problemas

  1. Muitas vezes, face a dados reais corretos, nós (e investigadores) retiramos interpretações e conclusões erradas (porque interpretamos os dados de acordo com aquilo em que já acreditamos).
  2. Muitas vezes, olhamos só para os resultados (e ignoramos completamente as circunstâncias e ações que levaram a esses resultados). Isto leva-nos a uma visão incompleta da realidade (que não no diz as circunstâncias e ações que nos podem ajudar a também alcançar esses resultados)
  3. É impossível listar todos os fatores que levaram a certo resultado, especialmente todas as circunstâncias presentes e passadas dessa pessoa.
  4. Estamos a supor que tudo o que foi dito é verdade. Mas a pessoa ou investigadores podem estar a mentir ou omitir factos importantes (que alterariam os resultados)
  5. Só porque algo resultou (ou não resultou) para uma pessoa em certas circunstâncias, isso não significa que também resultará (ou não resultará) para ti nas tuas circunstâncias.

Problema 1: é impossível listar todos os fatores

Este problema é uma limitação natural do ser humano – nunca dá para resolver totalmente. O melhor que podemos fazer é focar nos fatores que pensamos serem mais importantes e ignorar os restantes (lembrando sempre que podem haver fatores que estamos a ignorar).

O importante que é preciso lembrar é que para muitas situações práticas, não precisamos de informação perfeita – muitas vezes, uma boa aproximação é o suficiente.

Mentalidade de Indefesa

Ouvir cegamente figuras de autoridade, em vez de os usar apenas como sugestões informadas (com médicos, informáticos, etc.)

Problema dos Estudos Estatísticos

  • Estudos científicos e estatísticas – muito fácil ter interpretações erradas ou aceitar cegamente interpretações erradas dos autores, políticos, etc. (ouvimos “científico” e aceitamos cegamente, como se não fossem apenas teorias). Há estudos para tudo e cada pessoa escolherá o estudo que lhe der jeito, por isso não chegamos a grande conclusão.

Solução? Escolher sempre a interpretação mais provável

Se quiseres usar a tua intepretação, percebe qprimeiro que estás a tentar adivinhar e que não tens certeza de nada.

Depois, com isso, podes usar o teu conhecimento passado para dar a tua interpretação mais provável da situação.

A falácia do “faz sentido”

Muitas das histórias que parecem fazer sentido intuitivamente muitas vezes acabam por estar erradas.

  • Exemplo: Sol gira à volta da Terra. De facto, eu estou aqui parado e o Sol está em sítios diferentes ao longo do dia. Faz sentido! (mas há outra intepretação igualmente legítima, mas que nos faz menos sentido à nós – que a Terra é que se move. Mas para considerar isto como uma possibilidade, tens de ser capaz de aceitar na tua cabeça a possibilidade de que é a Terra que se move. O problema é que para nós, não parece que a Terra se move! E por isso, tudo o resto parece ridículo. Isto a não ser que tenhamos a capacidade de guardar ideias possivelmente ridículas na cabeça.)
    • Por exemplo, na Matemática, ao longo dos tempos, houve sempre resistência a certos conceitos que não parecem “viver” na nossa realidade. É sempre necessário uma abertura a lembrar que é “tudo apenas uma definição”, e por isso não há nenhuma obrigação de qualquer objeto matemática “viva” na realidade. É tudo apenas truques para nos ajudar a pensar. O exemplo mais clássico talvez é o da raíz quadrada de -1, um número achavam que não era “real”, embora dava para usar esse número não “real”, para descobrir soluções “reais” de certas equações (como é que poderíamos usar números não “reais” para obter soluções “reais” fazia muita confusão na mente de muitos). Mesma coisa com o conceito de infinito, que “não existe” no mundo real. Ou pior ainda, o conceito de haver infinitos maiores e mais pequenos! Tudo isto é o tal “ser esquisito com os meios” (o tal “confirmation bias” quando damos demasiada força às nossas crenças atuais e não queremos aceitar os dados à nossa frente). Alguém com um cérebro mais conservador acaba por ser muito esquisito com os meios e tomar as decisões antes de experimentar (em vez de estar preocupado com as ferramentas que o levam aos resultados que quer).

➤Ceticismo: Questiona Tudo

Se antes de morrer, só pudesse dizer duas palavras, seriam estas: “Questiona Tudo”.

Porque se questionares tudo, então tens a capacidade de redescobrir todo o conhecimento da Humanidade (e ir mais ainda mais além).

Mas como é que eu cheguei até aqui? E como é que tu podes fazer o mesmo?

Problema: o que significa realmente saber ou não saber

“Só sei que nada sei” (humildade) Mentalidade de Aprendiz

Tens de estar disposto a ver a realidade (porque tu não vês a realidade como ela é). Logo que há algo que não gostas sobre a realidade, os teus pensamentos arranjam-te maneira de te obstruir a imagem e de não veres .

Tudo começou quando percebi que não ia chegar a lado nenhum a não ser que soubesse a verdade.

Porque é que a verdade é tão importante? Porque sem saberes a verdade, sem saberes as regras invisíveis que regem o mundo, então é impossível teres os resultados que queres. é como tentar ganhar num jogo em que percebeste mal as regras. Se percebeste mal as regras, só sabes que não estás a ganhar, mas nunca sabes o porquê – até parece que o jogo está a conspirar contra ti! Mas nada está a conspirar contra ti – tu apenas percebeste mal as regras do jogo.

Para iniciares este processo, só há um requisito: teres a humildade para admitires que não sabes nada, que provavelmente tens imensos pensamentos que não te servem e que, a partir de agora, queres saber a verdade e só a verdade, mesmo que seja desconfortável.

Já estás farto de te continuares a enganar a ti e a todos à tua volta. Queres finalmente aceitar a verdade de quem tu és, seres totalmente autêntico e fazeres o que sabes que é o melhor para ti. Pode ser ligeiramente desconfortável ou assustador? Talvez. Mas é bem melhor do que a certeza de uma vida que não queres ter.

Tudo começa quando percebes que, lá no fundo, tu não sabes nada.

O que distingue os excelentes dos medianos é a facilidade com que dizem “não sei”.

Tu vens com imensos erros e falhas, programas falsificados.

Tudo começa com “só sei que nada sei” (e quero saber mais). Tudo começa com esta humildade de querer realmente saber as respostas.

Se sio pudesse dizer duas palavras antes de morrer, seriam estas: “questiona tudo”. Porque acho que são as únicas palavras em que, se tu seguires a dica à letra, tu mudarás completamente a tua vida e terás sucesso onde quiseres.

Com isto, consegues ir para além de todas as pressões externas da sociedadem, etc, e veres as coisas como elas são.

Coloca a verdade como teu valor mais alto. E não deixes que nada nem ninguém se coloque no caminho de descobrir a verdade.

Errar é necessário para evoluir.

Mudança é inevitável, por isso mais vale que toda a mudança seja voluntária (movida por curiosidade).

No fundo, é este o caminho que eu sigo.

  • Substituir medo de errar pela curiosidade de aprender e saber mais
  • Não acredito em nada, eu não sou nada (o que sentes, o que pensas, o que dizes, …)
  • Única maneira é experimentar/verificar e observar os resultados
    • Palavras: olhar para o conteúdo, remover emoção (significado secreto por trás?

E não te iludas: não és só tu que não sabes nada. Na verdade, ninguém sabe nada!

Durante muito tempo, ainda acreditava que “figuras de autoridade” estão lá porque sabem alguma coisa. E sim, não devem estar lá só por acaso, mas isso não significa que não possam errar, ou que haja alturas em que estejam a inventar. Porque, afinal de contas, todos somos humanos.

Na verdade, ninguém sabe realmente o que está a fazer. Toda a gente apenas dá o seu melhor dentro da sua própria ignorância.

E ao perceber isto, tudo mudou:

  • os meus pais podem errar
  • os meus professores podem errar
  • qualquer especialista pode errar
  • os teus pensamentos podem errar
  • qualquer livro, vídeo, história podia ser diferente (se os autores tivessem tomado decisões diferentes)

Só por os teus pais ou amigos dizerem, não quer dizer que seja verdade. Só por os pensamentos dizerem, não quer dizer que seja verdade.

Nós somos seres humanos. E como cada ser humano é imperfeto, qualquer criação humana é imperfeita

Rapidamente percebi que não podia confiar cegamente em absolutamente nada – nem nas minhas sensações, nem nos meus pensamentos, nem nos pensamentos de outras pessoas (porque todos estavam sujeitos a erros).

“A verdade é que ninguém sabe nada”

  • Sensações
  • Emoções (e desejos)
  • Crenças e Pensamentos (incluindo dizer ou escrever)
  • Comentários de Outros (e outro conteúdo externo: livros, net, etc.)

(Tudo apenas opiniões, fontes de informação)

É tudo só informação

Para mim nada é demasiado óbvio~(para ser perguntado).

E nada é demasiado ridículo (para não poder ser experimentado). Se eu não percebo algo, mesmo que pareça uma linguagem completamente diferente, eu penso que apenas não estou preparado para perceber (pode muito bem ser que a pessoa tem conteúdo relevante, só que eu ainda não tenha as bases paro perceber)

Todos os maiores desastres vêm quando as pessoas pensam que sabem, mas não sabem. Desde que tu saibas sempre que tu não sabes, terás sempre a humildade de verificar tu próprio, de ouvir outras opiniões e de ir atrás da verdade.

Pensa num exercício de Matemática. se pensas que sabes mas não sabes, vais fazer o exercício, vais terminar e acreditar que está correto.

Nós não fazemos ideia do que queremos.

Curiosidade: benefícios ridículos

Medo é o inimigo. Curiosidade (experimentar, observar, perceber é a solução). Compreensão é a solução de todos os problemas.

Importância de pausar, ouvir, compreender. Falar pouco ou nada.

Problema: Informação sem Experiência é irrelevante

Absorver ó informação cegamente sem conhecimento do objeto descrito não funciona.

É a a tal história do verde.

Quando por experiência vês o verde e detetas o padrão, aí está o verdadeiro conhecimento.

Insight = informação + Experiência própria que o confirma (inclui imagens mentais)

Aplicação da informação ao teu caso em particular.

Feedback real, de preferência imediato, é o que faz toda a diferença (e grava a lição em nós)

Informação não experienciada não é executável (absolutamente inútil)

Problema: Mentalidade Rebanho: Naturalmente, imitamos os outros (e não verificamos). Na verdade, ninguém sabe nada

Somos todos srres humanos. Todos sofremos. Todos erramos.

Perdemo-nos nas nossas histórias e não verificamos, nem sentimos.

99% da informação que recebes de pensamentos e de outras pessoas é treta, completamente mentira.

Professores e Explicadores a dizer que “não é possível”.

Ninguém realmente a dizer-me que YouTube iria resultar, mas a dar-me razões porque nao iria resultar.

Pessoas também podem usar palavras para manipular. Daí ser importante perceber a realidade. EX: Superior dizer bem de ti à frente, mas tentar substituit-te nas costas

O problema não és as pessoas. O problema é que não estavas a ver a pessoa, mas sim a tua ideia fixa dessa pessoa.

História Festas 8º, 9º ano: ninguém se está a divertir nisto. Porque é que insistem tanto em ir? Estão todos a fingir?

Snooker 11º ano? todos a serem escravos uns dos outros a obrigarem-se uns aos outros a ficar mais tempo – ninguém diz nada, mas sente-se o ambiente (é isto que sinto em todas as festas lul). Nós a jogar snooker. Todos á volta. Terminou o jogo. Joga-se mais um. Fez-se silêncio. Eu olhei à volta. Todos estavam com cara de quem se queria ir embora, mas ninguém queria ser “aquela pessoa” a dizer isso. Então eu disse: “está toda a gente com vontade de ir embora. Vamos!”

Quando ninguém se prende uns aos outros, porque ninguém tem medo de perder o outro – aí estaremos todos livres (todos somos reis e rainhas).

As palavras controlam-te: “A tua mãe é uma ….” (dependendo da palavra que escolho, tu vais-te sentir de forma diferente). Palavras positivas fazem-te sentir bem, palavras negativas fazem-te sentir mal.

PROBLEMA: Não tens o controlo de ti!!!

Só por veres certios exemplos, não significam que sejam bons exemplos. Não glorifiques o médico, o jogador de futebol, o famoso da televisão. Pensa na realidade dessa pessoa, o que faz diariamente, o valor real que traz ao mundo. Usa as tuas próprias métricas para avaliar as pessoas. Não sigas falsos ídolos. Porque a qualidade de uma pessoas não tem nada a ver com onde ela está posicionada na sociedade.

Nós estamos programados com todo o género de crenças que estõão totalmente desconectadas da realidade. Crenças essas criadas apenas para nos comportarmos exatamente da maneira como os outros esperam que nos comportemos.

Se discordares com alguma coisa que eu digo, pergunta-te: sou eu que realmente discordo com esta ideia? Ou de onde é que fui buscar que discordo com esta ideia? Alguma programção?

Limites das palavras/categorias

são sempre uma descrição incompleta da experiência (esquecemo-nos que as palavras mão sao a própria coisa)

Explicar cor verde a dois cegos, descrevendo de forma diferente. Depois entram num debate intelectual sobre o que é verde. Esta é a realidade do mundo na maioria dos níveis – pessoas a discordar sobre coisas que nem sabem o que estão a falar, mas que apenas ouviram falar.

Nenhumas categorias são suficientes para apreender a totalidade do objeto (é preciso olhar mesmo para o objeto que está à tua frente)

“Quando lhe ensinas o nome, eles deixam de ver o objeto”

Qualquer ideologia ou dependência é limitada e impede-te de ver a realidade como é (deixa-te cego).

Tu realmente não vês o que está à tua frente.

Cada sistema é tão bom ou tão mau quanto as pessoas que nele estão.

Sujeito erros de interpretação: a mensagem que tu interpretas pode ser totalmente diferente da mensagem que o autor queria passar (isto acontece muito, quer sem querer., quer de propósito)

Perceção por Categorias: não vemos o que é (vemos uma imagem fixa daquilo que pensamos que é)

Para ti, cor de pele de uma pessoa não era uma categoria relevante, até veres imensa gente a falar sobre isso. E quando te apercebes disso, passas a incluir essa categoria (mesmo que na prática não faça sentido nenhum).

Chave: Categorias supostamente relevantes que absorves da sociedade podem não ser relevantes de todo na prática

O problema começa quando tu percebes que nenhuma das tuas fontes de informação é fiável.

Mundo das Categorias = Limtiado por natureza (fragmenta, simplifica, chunk – apenas atalhos de comunicação, focando nas características/categorias mais relevantes e ignorando o resto dos pormenores)

Há certas que só poderás perceber totalmente por experiência própria, olhando para o que está à tua frente.

O teu passado afeta a tua visão do presente (pensas apenas na repetição de experiências anteriores). Não guardes bagagem. Liberta-te dela logo que possas e olha à tua frente. Não sejas influenciado por categorias. Não sejas influenciado por NADA.

Idolatrar ídolos inexistentes (palavras/conceitos abstratos e não realidade) – bandeiras, países, etc.

Qualquer conceito arbitrário (sucesso, etc.) é uma mera opinião de certos grupos. O que para uns é de uma maneira, para outros é de outra. Por isso não vale a pena ires atrás dos conceitos de outra pessoa – nunca serão para o teu benefício. Segue apenas a tua ideia, com base no que é mesmo real.

Distingue o que é real (5 sentidos) do que é imaginário (pensamentos).

Há demasiados filtros impostos na nossa perceção (há que os remover todos)

  • Sensações: tu decides logo qual será a sensação e nunca te deixas sentir a sensação real,
  • Pensamentos: tu defendes esse pensamento a todo o custo e nunca te deixas analisar esse pensamento (sua lógica e resultados)
  • Conversas: tu absorves ou rejeitas automaticamente o que elas dizem e nunca te deixas analisar (suas lógica e resultados)

Lembrete: não precisas de reagir (podes deixar as coisas ser como são):

  • Sensações: apenas sentir e deixar passar
  • Pensamentos: apenas ver e deixar passar
  • Conversas: apenas ouvir e deixar passar

Meu exemplo com pensamentos negativos: ver -> “inveja” -> deixar passar

Quando procuramos informação na internet, sabemos que há a possibilidade de

Mas não é só a interntet que tem mentiras. De facto, todo o lado, especialmente onde não pensas que és.

Já deves perceber que tu não és os teus pensamentos. É o cérebro que os produz e tua apenas os vês a passar.

Verificar toda a informação nós próprios é um trabalho enorme.

Na verdade, a maioria da informação nem interessa. Mas a informação que te possa interessar verdadeiramente, há que experimentar.

Como é que o ser humano normalmente aprende? Imitando! Porquê? Porque se as outras pessoas estão a fazê-lo, então é boa ideia fazer o mesmo.

O problema é se essas pessoas estão a imitar outras pessoas, que imitaram outras pessoas, que imitaram outras pessoas. Conclusão? Todas fazem a mesma coisa, mas ninguém sabe sequer porque o faz (porque ninguém sequer pensou nisso!)

Tribalismo é perigoso. Pensamento coletivo é perigoso e sempre imperfeito.

Está atento aos teus pensamentos.

Estudos Científicos: imensos estudos que dizem uma coisa e imensos estudos que dizem exatamente o contrário.

Erro: “desde que pessoas suficientes acreditam numa coisa, provavelmente é verdade” (mais ao contrário: se todos concordam e ninguém discorda, provavelmente é porque é mentira porque ninguém tem a curiosidade de tocar no assunto – demasiado “óbvio”).

Todos os maiores problemas vêm quando não queremos olhar a verdade. Normalmente, a maioria das pessoas já decidiu a verdade em que quer acreditar e vai defendê-la por mais provas que tenha do contrário. “Nós decidimos primeiro e arranjamos a justificação depois”. Só a possibilidade de que a sua decisão inicial possa estar errada é demasiado assustadora, por isso irá arranjar qualquer deculpa para se convencer a si próprio.

Realmente a pessoa não está a tentar convencer a outra pessoa, mas está sim a tentar convencer-se a si própria, tentando que mais outra pessoa concorde com a sua visão atual.

Isto vê-se principalmente em quase qualquer debate

O que é “verdade”? Resultados. Tudo o resto é opinião.

É o que traz os resultados que tu queres.

Tudo o que não te servir, não for o melhor para ti, deita fora.

“Perguntas Estúpidas”

  • Sensações: Frio? Sente! Nervos: Sente! (nada de mal)
  • Desejo: antes, durante, depois. Prevê o resultado? Queres esse resultado?
  • O que os outros dizem: Questionar, quer seja um “analfabeto” ou um “especialista” – só interessa o conteúdo

É real? De onde vem? Qual vai ser o resultado? Quero esse resultado? Qual é a estratégia geral?

Analisa o conteúdo daquilo que tu falas.

Deixa que a experiência (os resultados) sejam única verdade. De resto, tudo é apenas opiniões, sugestões para testar.

Tu não precisas de um curso de psicologia. Tu precisas é de atenção. Observa-te com total atenção. E tenta compreender-te.

Para saberes, não precisas que alguém te diga. Basta experimentares e observares. Porque tudo o que absorvas sem experimentar poderá ser falso. Exeprimenta, observa e só aó saberás.

“Desobstrui os olhos, e verás. Desobstrui os ouvidos, e ouvirás. Etc. Desobstrui o pensamento, e terás sabedoria.”

Ignora o conteúdo de todas as mensagens. Olha para os resultados. Essa é a verdadeira mensagem (o verdadeiro significado).

Tretas Concretas

Solução: Experimenta/Verifica/Vê/Sente (Atenção e Ação?) “Eu não sei. Experimenta.”

Todos os problemas se resolvem com compreensão. Compreender-te a ti, a outra pessoa. Compreende a causa e a mudança de comportamento será automática. Trata tudo o que não ficou tratado e deixa o corpo processar isso.

SEGREDO: O corpo tem mecanismos para lidar com tudo isto. “O corpo tende naturalmente para a homeostasia” É só uma questão de não interferires e ajudares um pouco.

IMAGEM: Corpo a tentar balançar um copo, e tu sempre a tentares tramá-lo desequilibrando-o ainda mais.

IMPORTANTE: Não fazem de propósito. Fazem porque ninguém lhes ensinou melhor.

Foi aí que também percebi outra coisa fundamental: eu posso fazer as minhas próprias experiências, as minhas próprias descobertas – não tenho de esperar que algué já tenha dito, pensado, feito o que estou a fazer agora. Eu posso criar uma nova realidade.

E com isto, decidi: não irei acreditar em nada cegamente. Em vez disso, irei verificar tudo (pela minha própria experiência).

Usar tudo a informação que recebo como inspiração, mas teria de experimentar eu próprio tudo. No fundo, a ideia é sempre “absorve o que é útil, descarta o que é inútil e torna-o teu.”

A melhor maneira de saber a verdade é experimentar e veres os resultados. (mantém o bom, retira o mau e torna-o teu)

  • Sensações: sente e deixa o corpo voltar ao equilíbrio (só assim é que lidas eficazmente com as sensações)
  • Pensamentos: experimenta e dá o teu melhor para provar errados (na maioria das vezes, os teus pensamentos são treta)
  • “Não consigo ou não me apetece?” Deixa-me experimentar/verificar (faz isto vezes suficientes e cada vez se torna mais óbvio)
    • Exercício Físico: a mente queixa-se muito antes do corpo sequer estar cansado
  • Outros: experimenta e dá o teu melhor para provar que estão certos/errados

Simples:

  • Sensações: sentir e deixar passar
  • Pensamentos: ver e deixar passar

Passado muito tempo, percebes que tudo é biologia:

É possível agir independetemente destes pensamentos (“deixa-me verificar”). Usa calma, logica e treino.

  • Quando pensas bem, tudo o que valorizas é uma ilusão (tudo é irrelevante na realidade)
  • Valorizas as memórias, mas isso é só informação sem valor real (única utilidade é informar ações futuras)
  • Prazer ou dor? Esquecerás num instante (mas os resultados ficam “para o resto da vida”)
  • Única coisa que dura? Resultados e Circunstâncias a longo prazo
  • O bom é que estás livre de criar a ilusão que quiseres (convém é saberes que estás a criá-la)
  • Sexo é apenas carne a mexer.
  • Um corpo feio ou um corpo bonito é só carne, sangue, músculos
  • Seres humanos, incluindo tu, são seres que não controlam a maioria do seu comportamento (mas são a consequência inevitável das suas circunstâncias e dos “programas” que tens na tua cabeça) – apenas seguem as instruções do seu sistema
  • Palavras são apenas sons produzidos pelas tuas cordas vocais

NOTA: Quando uma pessoa deixa-se ficar zangada, frustrada, etc, pelo que tu fizeste, essa raiva, frustração é problema dela – não tem nada a ver contigo nem com o que tu fizeste. Tu fizeste o que fizeste (se foi bem feito ou não cabe-te a ti decidir depois, mas ideopendentemente de qualquer raiva ou frustração). Mas as emoções dos outros não são a tua responsabilidade. Ela tem um problema por ainda não ter aprendido a controlar as suas emoções. Tu não és responsável pelo sistema nervoso das outras pessoas. Só o teu.

Basicamente, não deixes de fazer a ação certa só porque alguém ainda não aprendeu a lidar com as próprias emoções. Não vou sentir culpa por isso.

Mais tarde, reflete sobre a situação

Quer te controles quer não te controles, reflete sobre o que aconteceu.

Faz uma pausa para processares toda a informação.

Pausa, fica mais um pouco onde estás, vai para além do descoforto.

Questiona-te. Faz todas as perguntas. Invesiga. Compreende!

Resumo: absorve o que te dá jeito, deita fora o que não e torna unicamente teu

Experimenta. Se dá bons resultados, continua. Se não, para.

Prazer de fazer experiências

Acho que isto foi em Inglaterra. Percebi que eu próprio poderia fazer as minhas próprias experiências e chegar à minhas próprias conclusões.

Não precisava de estar escrito em lado nenhum. Não precisava de ter sidio dito em lado nenhum. De facto, ainda bem que era assim, porque, quem sabe, se por acaso descobriria algo que ninguém descobriu antes.

E não há nada mais interessante do que aprender como o teu corpo e os teus pensamentos funcionam. No fundo, descobrires tudo o que há para descobrir sobre a maneira como tu funcionas.

Experiência tudo ensina

Quando experiencias e interiormente interiorizas certa lição, então a mudança é imediata (“insight”): quando passas de apenas perceber intelectualmente para perceberes que de facto é real. “Sentir a verdade”.

Só por experiência é consegues ter este conhecimento, que não tem a ver com pensamentos, mas sim com sentir (e que é muito mais poderosa a mudar comportamento).

“Quando informação leva a um entendimento mais profundo?” (essa informação relaciona-ser fortemente com a tua experiência). Quando experiência própria e informação se ligam e confirmam.

Insight = informação + Experiência própria que o confirma (inclui imagens mentais)

São os Momentos “Aha”

PROBLEMA: informação absorvida em total desconexão com o objeto de estudo

  • Ex: factos sobre

Ver própria morte, etc.

MILLION DOLLAR QUESTION: Práticas para criar estas situações com mais frequência?

  • tracking, por exemplo, sono
  • criar imagem mental super explícita
  • imaginar própria mortalidade

Comecei a ver lições de vida em cada ação, por mais banal que parecesse! (a maioria das minhas lições vêm exatamente daí) – reparar que cada pequena ação podia gerar uma lição.

Resultado

É daqui que vem a aparente criatividade para criar estes textos. Não estou a inventar nada. Apenas fui estando atento a como a minha mente funcionava e fui registando. A mente fez todo o trabalho, eu só descrevo.

Vês realidade como ela é, apesar das limitações do teu pensamento (sem filtros)

Consegues ser um explorador em qualquer área.

Tirar Conclusões Erradas (a partir dos resultados)

1. Saber Explicar (traduzir ideias em palavras)

Queremos: Comunicação Eficaz

É o tipo de comunicação que transmite mensagens em que:

  • só uma única interpretação é possível
  • suficientemente detalhado para que quem leia consiga recriar a imagem na sua cabeça

Princípio Fundamental da Comunicação Eficaz: Como ser específico (explica do zero, sem suposições)

  • Parte do princípio que a outra pessoa não sabe absolutamente nada (é um cérebro em branco). A tua descrição deve pintar a imagem mental toda.
  • Fala usando apenas linguagem de nível 0 (ou seja, nada de categorias/abreviaturas/interpretações, mas apenas os dados reais observáveis)
Exercício de imaginação

Exercício da imaginação: se outra pessoa tivesse de fazer um desenho, qualquer pessoa faria o mesmo desenho? Ou os desenhos seriam muito diferentes? (queres que cultura e suposições da pessoa não afetem o desenho). Este exercício permite ver a fraqueza da nossa comunicação. Numa comunicação boa, a pessoa reconstrói o desenho de forma quase igual à nossa visão. Este é um exercício que podes fazer até para testar as tuas capacidades.

Ser capaz de imaginar (só consegues imaginar ações, mas não abreviaturas)

Qualquer frase que digas, só consegues imaginar ações. Se não consegues imaginar nada, não é específico. E se consegues imaginar, quais são as ações que imaginas? Isso é que interessa!

Descrever do zero em vez de daquilo que estás a imaginar – “Nada é óbvio, tudo deve ser comunicado”
  • Erro comum: teres o objeto em mente, e tentares descrevê-lo à outra pessoa (tua estás a imaginar o objeto, por isso a descrição parece-te boa, mas está muito incompleta)
  • Verificar: pensa ao contrário, como a outra pessoa pensaria – partindo da tua descrição, consegues imaginar o objeto? (reconstruí-lo na tua imaginação?)

Exemplo: quando acabas de escrever rápido (talvez sem olhar), parece que faz sentido para ti. Mas depois, se fores a ler mais tarde (ou outra pessoa), não consegues decifrar. (mesma coisa, mas com dizer e outra pessoa perceber em vez de escrever e outra pessoa perceber)

No fundo, o segredo vai ser descreveres todas as categorias mais relevantes e usares descrições específicas (especialmente com números e medidas).

É tentar falar na forma mais “pura” possível, ou seja, mais próxima possível da realidade (sem conceitos ou interpretações desnecessárias)

Distingue Interpretação de Realidade

  • “Ele insultou-me” (interpretação)
  • “Eu senti-me insultado pelo que ele disse” (realidade)

Presta muita atenção para criares histórias quando há muitas outras histórias igualmente plausíveis dados os poucos dados que tens. Admite: estás a supor, estás a inventar.

E mesmo que receies essa realidade, imagina-te nessa realidade, e vê que afinal não haverá problema.

Regras de Linguagem

  • Poucos Nomes (apenas usar nomes para conceitos mais importantes e sempre definidos claramente o seu significado)
  • Copiar mesma estrutura (fazer paralelismo) o mais possível e apenas variar nos vocábulos relevantes (especialmente em listas e em todas as alturas que dêm para fazer isto)
  • (muitas palavras desnecessárias e muita interpretação abstrata, sem os dados reais que tornam as histórias interessantes). Ser específico permite-nos visualizar (rccriar) a história na nossa cabeça. Intepretação abstrata é normalmente demasiado vaga para a pressoal visualizar o que quer que seja (é mais provável que não visualize nada ou que viualize algo nada parecido com o que o autor tinha em mente ao dizer isso). Assim também o autor transmite melhor o que vai na sua própria mente ao escrever aquilo. O ser humano naturalmente vê dados reais e daí retira conclusões (é preferível do que ler conclusões dos outros, que têm um nível extra de interpretação, e assim, possível falha de comunicação).
  • Facto do ser humano: muita coisa parte dos nosso dados reais de experiência (mas depois o que dizemos/pensamos costuma ser sempre na forma de conclusões/interpretações). Esses “dados reais” também incluem opiniões de outras pessoas.

Princípios de Comunicação Eficaz

Regra Fundamental

Todas estas regras devem ser entendidas como guias gerais em vez de regras para cumprir sempre (muito provavelmente haverá exceções para todas elas). No fi m de contas, pensa sempre no que resultado que queres e nas melhores palavras para o conseguir.

As regras abaixo são apenas uma indicação daquilo que pode ser desejável (com base na minha experiância)

Mais importante: compreensão (e previsibilidade)

A tua escolha de palavras e estrutura é sempre óbvia: é sempre aquela que torna o texto mais previsível-

  • Facilidade de consumo
    • Previsibilidade de palavras seguintes
      • Paralelismos, estruturas e palavras repetidas, etc.
        • Exemplo: Tu não queres … Tu queres … (a primeira frase negativa faz-nos prever que a frase seguinte dirá a frase positiva.)
        • Exemplo: Há seres humanos maus e há .. (até adivinhas que a seguir vai ser “seres humanos bons” – este é mesmo o conjunto de palavras mais previsível de todos e não há problema em repetir algumas palavras, porque elas aumentam a previsibilidade)
      • Usa o mínimo de palavras diferentes
        • quanto menos palavras diferentes usares, mais provável é que a próxima palavra seja uma palavra que já leste antes
      • Usa frase ativa, ou seja, “(alguém) (fez) (alguma coisa)” em vez de frase passiva, ou seja, “(alguma coisa) (foi feita) (por alguém)”
        • Frase ativa é a frase mais comum e curta, por isso já sabes que a seguir ao “alguém”, tens o verbo, e que depois tens o “alguma coisa”
    • Previsibilidade de ideias seguintes
      • Títulos e subtítulos que resumem o que virá a seguir (a seguir vem uma explicação mais detalhada do conteúdo desse título e subtítulo)
      • Pergunta antes (a seguir vem a resposta)
      • Certo número de coisas antes (a seguir vem esses número de coisas)
        • Exemplo: Há 3 características que tens de saber: … (há sabes que virão 3 características)
      • Conectores de contraste: “Mas” (a seguir vem a ideia oposta)
      • Conecores de sinónimo: “Ou seja” (a seguir vem a mesma ideia escrita de outra maneira)
      • Listas em vez de texto seguido (cada ponto será uma ideia diferente)
    • Vocabulário Simples
      • Uma criança de 5.º ano (ou menos) sabe o signficado de todas as palavras que usas
      • Se ajudar a compreensão, usa uma ou duas palavras mais difíceis ou até inventadas, mas explica o seu significado da primeira vez que as usares (nunca uses palavras difíceis sem explicar o seu significado e usa-as o menos possível)
    • Contraste/Saliência
      • Números em vez de letras (números destacam-se no meio de tanta letra)
      • Estilo de letra: negrito, sublinhado, tamanho, etc (estilo diferente destaca-se no meio de tanto estilo igual)
      • Para os conceitos mais importantes, usa palavras mais difíceis, incomuns ou inventadas (palavras mais “estranhas” destacam-se no meio de todas as palavras mais “normais”).
    • Eliminar Distrações
      • Elimina palavras e frases desnecessárias.
      • Usa palavras mais curtas (menos sons a pronunciar)
      • Elimina palavras com intensidades contrárias (que enfraquecem e confundem a ideia a transmitir).
        • Mau: Gosto muito pouco de ti. (“muito” e “pouco” são contrários e enfraquecem e confundem a ideia a transmitir).
        • Bom: Gosto pouco de ti (fortalece a ideia a transmitir, porque não há contrários a enfraquecer ou confundir a ideia a transmitir).
      • Usa frases afirmativas (em vez de negativas)
        • Exemplo: “Segura-te à árvore” em vez de “Não caias da árvore”
          • A primeira frase cria a imagem mental de te segurares à árvore, enquanto que a segunda frase cria a imagem mental de caires da árvore (dizer o que não fazer não nos diz o que fazer, ou seja, não é específico, deixa dúvidas)
          • Além disso, para quem estiver com pouca atenção, pode ignorar o “não” e simplesmente perceber “cai da árvore” (o que nunca acontece com frases afirmativas)
        • A única exceção é algum paralelismo entre “afirmativa” e “negativo”: “Não faças isto. Faz aquilo.” ou “Faz aquilo. Não faças isto.”
      • Não uses a mesma palavra para 2 ideias/funções diferentes (especialmente se muito próximas)
        • Exemplo:
          • Mau: “não quero criticar, não quero opinar, não quero tentar que ele seja como eu quero, mas quero ajudá-lo a ser como ele quer”
          • Bom: “não vou criticar, não vou opinar, não vou tentar que ele seja como eu quero, mas vou ajudá-lo a ser como ele quer”
            • (No exemplo mau, os 4 “quero” a negrito desempenham a mesma função, mas depois confundem-se com os outros “quero” e “quer”, que desempenham outra função diferente. No exemplo bom, substituir os 4 “quero” por 4 “vou” já não interfere com os outros “quero” e “quer”.)
  • Interpretação ùnica, melhor compreensão (e maior previsibilidade):
    • Não uses 2 palavras diferentes para a mesma ideia/função (especialmente se muito próximas)
      • Exemplo:
        • Mau: “O homem cumprimentou a velha, mas a idosa não disse nada.”
        • Bom: “O homem cumprimentou a velha, mas a velha não disse nada.”
          • (No exemplo mau, ficamos com dúvida se “velha” e “idosa” são a mesma pessoa ou 2 pessoas diferentes. No exemplo bom, não há dúvidas. Além disso, repetir “velha” outra vez é mais previsível do que introduzir uma nova palavra não vista antes).
      • Exemplo Mau: “A velha sorri. Depois, a idosa chora. Por fim, a centenária levanta-se.” (não é óbvio se estamos a falar da mesma pessoa ou de 3 pessoas diferentes!!!)
      • Exemplo Mau: “Precisas de empenho e afinco” (“empenho” e “afinco” têm o mesmo significado – até dá a sensação que há 2 coisas que precisas quando afinal só precisas de uma)
    • Idealmente, 1 frase, 1 verbo (ou seja, em cada 1 frase, uma só ideia/ação/acontecimento)
      • Exemplos
        • Mau: “O teste tem 5 perguntas opcionais, que são as perguntas que não tens de responder” (2 ideias em 1 frase: dizer o número de perguntas opcionais e explicar o que são perguntas opcionais)
        • Bom: “O teste tem 5 perguntas opcionais. As perguntas opcionais são as perguntas que não tens de responder.” (2 ideias em 2 frases)
      • No mínimo, 1 frase, 1 sujeito (mesmo que tenha mais do que 1 verbo)
    • Técnica do contraste (ilustra uma idea contrastando-a com o seu contrário logo a seguir).
      • Exemplo: “O cérebro só precisa de ajustar essas representações (em vez de as criar do início).” (o parênteses torna a ideia mais clara)
      • Exemplo:
        • Original: “Usa frase ativa”
        • Melhor: “Usa frase ativa, em vez de frase passiva
    • Ser específico
      • Nunca dês as tuas interpretações, mas descreve o que realmente aconteceu (ou seja, descreve os dados reais em que te baseaste para retirar essas interpretações)
        • Exemplo: Em vez de dizer “ele insultou-me” (tua interpretação), diz “ele disse que eu tinha uns sapatos muito bonitos” (o que realmente aconteceu).
          • E não, não me enganei a escrever: no contexto certo, uma pessoa pode interpretar “Tens uns sapatos muito bonitos” como um insulto (por isso é que é importante escrever os dados reais e não as interpretações!)
        • Porquê: interpretações não dão informações suficientes para qualquer pessoa visualizar exatamente o que tens em mente e, por isso, deixam espaço para dúvidas e diferentes interpretações – mau para explicar a outras pessoas, incluindo o teu eu do futuro. Dados reais, permitem qualquer pessoa visualizar, o que é bom para comunicar, incluindo tornar histórias mais vívidas na nossa imaginação)
        • Nunca uses adjetivos (é uma interpretação) (substitui sempre por uma descrição concreta, por exemplo, com medidas).
          • Exemplo: Não uses “grande, pequeno” mas sim “4 cm, 2 cm” (grande e pequeno é uma interpretação)
          • Exemplo: Em vez de, “era um armário envelhecido”, diz “era um armário com espelhos que já não refletiam, com madeira castanha cheia de rachas e totalmente coberta de pó.” (história mais interessante, porque vemos exatamente o que a pessoa tem em mente)
      • Tornar claro quando estás a inventar ou a dar a tua opinião/interpretação (isto é útil para quem lê, mas ainda mais útil para ti, para não te enganares a ti próprio e saberes sempre quando estás a inventar)
        • Exemplos: “A minha teoria é que …”, “Não sei”, “Se tivesse de adivinhar/dar o meu melhor palpite, diria que…”, “Talvez seja … ou talvez não”.
        • Exemplo: “Ao ver …, supus que —“, “Ao experimentar …, achei que …”
    • (muitas palavras desnecessárias e muita interpretação abstrata, sem os dados reais que tornam as histórias interessantes). Ser específico permite-nos visualizar (rccriar) a história na nossa cabeça. Intepretação abstrata é normalmente demasiado vaga para a pressoal visualizar o que quer que seja (é mais provável que não visualize nada ou que viualize algo nada parecido com o que o autor tinha em mente ao dizer isso). Assim também o autor transmite melhor o que vai na sua própria mente ao escrever aquilo. O ser humano naturalmente vê dados reais e daí retira conclusões (é preferível do que ler conclusões dos outros, que têm um nível extra de interpretação, e assim, possível falha de comunicação).
      • Facto do ser humano: muita coisa parte dos nosso dados reais de experiência (mas depois o que dizemos/pensamos costuma ser sempre na forma de conclusões/interpretações). Esses “dados reais” também incluem opiniões de outras pessoas.
Outra consideração: memorabilidade

Há certas alturas em que não só queres que o leitor compreenda a tua frase, mas queres que memorize a frase.

Isto acontece, por exemplo, em slogans, poesia, etc.

Aqui, tu colocas a tua atenção no ritmo e música da frase. Especialmente no quão fácil é de ler.

  • Repete sons:
    • Exemplo:
      • Mau: “Quero? Preciso? Tenho?” (sem repetições de sons)
      • Bom: “Queremos? Precisamos? Temos?” (repete o som “mos”, logo é mais memorável)
  • Palavras mais curtas ou longas (às vezes preferes menos sílabas, outras vezes preferes mais sílabas).
Quando introduzir novas palavras ou não?
  • Quando introduzir e não introduzir novas palavras? (preferir usar versão mais longo mas exata?)
  • Introduzir, mas depois relembrar da definição em sítios chave? (ou esta é uma razão para nem introduzir a definição se tens de te lembrar à mesma do significado?)

É necessário ser específico (para comunicar contigo próprio – e outros?)

  • Eliminas toda a incerteza
  • Ficas mais calmo
  • Sabes exatamente o que fazer

Quanto mais és capaz de explicar por palavras o que está a acontecer, melhor.

Linguagem alinha-se com forma de tratar o objeto

-É importante que a tua linguagem se alinhe sempre com a maneira de tratar o objeto. Por exemplo, se queres tratar certa coisa com distância com distância, começa a falar deles na terceira pessoa e sem dizer “meu/minha”: em vez de “os meus pensamentos”, “as minhas emoções, “o meu corpo”, diz;: “”os pensamentos”, “as emoções”, “o corpo”.

Dá-lhe um nome
  • Quando dás um nome a um certo padrão, então é muito mais fácil identificá-lo e saber o que fazer
    • Até pode ser um conceito inventando como “a cadeira de acalmar” (onde vais para acalmar).
Sabe exatamente quando não sabes e estás a inventar

Tira todas as possíveis ilusões que tenhas. Não saber é normalíssimo. A maioria das pessoas prefere inventar (mentir) do que admitir que não sabe. Isto é um problema quando queres descobrir realmente como as coisas funcionam.

Com outras pessoas, dá feedback específico

Percebe exatamente o que é que realmente é de elogiar ou criticar. Por exemplo:

  • não elogias a sua inteligência ou beleza (que não conseguem controlar), mas elogia o seu trabalho (que eles conseguem controlar).
  • não critiques dizendo que são parvos ou maus (esses sáo conceitos que não existem), mas sim explicando que não deve bater nos outros, porque os magoam.

No fundo, não elogies o que eles são, elogia o que eles fazem (e decidem) (o que eles “são” normalmente são conceitos que não existem ou que não podem controlar. Pelo contrário, as suas ações e decisões são algo que podem controlar muito mais).

Isto ajudará essa pessoa a ter a atitude que queres, ao mesmo tempo que proteges a sua regulação corporal (em vez de criar incerteza constante na sua realidade, constivbuindo para a sua desregulação corporal)

Vai atrás da causa exata da sensação

Sentiste-te mal quando aquela pessoa te disse aquilo. Mas o que é que exatamente te afetou? Foi o tom? As palavras? Algum pensamento que depois te apareceu?

Realidade: tudo é treino (padrão do treino/desconforto)

2. Saber Ouvir

No fundo, isto é só treino de atenção.

3.Saber Interpretar

  • Isto provavelmente tem a ver com pensamentos. Provavelmente ver tudo como sugestões e experimentar tudo.
  • Provavelmente traduzir tudo em linguagem específica de circunstâncias, ações e resultados.

➤Pensamentos 2: (Truques e Filtros de Pensamento: Continua-me!)

Depois da fase de aprender os básicos dos pensamentos, depois tens a fase de desafiar (em que também vais aprendendo uns truques mais pequenos mas também úteis sobre os teus pensamentos, usáveis em contextos mais específicos).

Isto apenas são perspetivas que podes tomar e que ajudam a focar a tua atenção na informação relevante para que seja mais fácil tomares as decisões que queres tomar.

Pergunta Fundamental: o que queres?

  • Muitas vezes, fazemos o que fazemos sem razão em particular. Por isso, pergunta-te sempre: “O que queres?” ou “O que queres que aconteça?” (Isto focará imediatamente a tua atenção no que interressa)

Transforma-o numa piada (meme)

Vê um hábito de outra pessoa que te irrita. Dá-lhe um nome e começa a vê-lo como uma piada.

Finitude da Vida

“Não terás este minuto de volta”

Perspetiva Evolutiva

É sempre bom tentar justificar porque é que as coisas funcionam como funcionam com base na pergunta: “como é que isto seria útil para a sobrevivência?” (isto ajuda-nos a perceber radidamente se uma ideia faz sentido ou não).

Exemplos:

  • Do ponto de vista da sobrevivência, faz sentido o ser humano querer gastar o mínimo de energia.

Contar história relevante (atenção à características relevantes)

Focar na comida os nutrientes, porque esse é o propósito da comida. Resolver pode ser probelmas psicológicos é obtido noutro lado. (mas ajuda à mesma)

Fast Forward (imaginar resultados da situação depois de acontecer)

Perder o medo que afinal não existia

Imaginar-te como reagirias se acontecesse aquilo que não queres, e perceber que afinal não haveria problema nenhum e pensavas que estavas com medo de algo que afinal não estava com medo

“Mais vale fazer agora”. Levar até ao último resultado (fast forward).

  • Perceber que estás numa armadilha da qual não há escapatória. Nunca sabes qual será o final.
  • Percebe que mais tarde ou mais cedo terás de fazer essa ação (é inevitável). Por isso, o melhor é fazeres agora.
    • Exemplo: Se estás na cama acordado, então mais tarde ou mais cedo terás de sair da cama. Por isso, o melhor é saíres agora.

“Sentir impermanência ou insatisfatoriabilidade” Imagina que já aconteceu, que já o tens. E depois – mudou alguma coisa? (Relacionado com fast forward)

  • Objetivo: Eliminar o desejo de ter, fazer ou sentir qualquer coisa – imaginando-o. E quando imaginas, já não queres fazer na vida real. (fazendo-te perceber que depois de estar feito, estarás exatamente na mesma ou pior, como se nunca tivesse acontecido e esquecerás imediatamente, por isso mais vale nem fazer)

Depois, podes aumentar a escala de tempo em que aplicas isto.

  1. Destacar que as sensações desaparecem imediatamente. (por isso não vale a pena tomar decisões de propósito só para semtir essas sensações)
    • Exemplo: Imagina que já comeste o bolo e passou uns minutos. Mudou alguma coisa? (ou estás exatamente igual ou pior, como se nunca tivesse acontecido?)
    • Exemplo: Imagina que já fizeste aquela viagem de sonho ou comprado aquela coisa que tu sempre querias e já passaram uns dias. Mudou alguma coisa?
  2. Também podes destacar o facto de não interessar o que fazes, porque ninguém se irá lembrar disso (na próxima semana, quem é que ainda se vai lembrar disso? E no próximo ano? Ninguém, correto? Por isso, talvez não vale a pena preocupares-te tanto com opiniões de outros, porque, passados uns dias, todos já terão esquecido – passados uns dias, é como se nunca tivesse acontecido)
  3. Depois, podes destacar que certos trabalhos não são intemporais (no próximo ano, dez anos, cem, mil anos, alguém ainda se vai importar com isto? Por isso, talvez não vale a pena fazer trabalho que está na moda, mas é pouco intemporal – – passados uns anos, é como se nunca tivesse acontecido)

Tudo isto ajuda-te a focar naquilo que é mais intemporal e que te beneficiará mais a longo prazo.

  • Exemplo Pessoal: chegou a altura de pensar se queria seguir uma carreira de Matemático. Pensei então: “Imagina que conseguiste tudo o que um Matemáticao poderia desejar na sua carreira: já resolveste os problemas mais famosos da Matemática, e já ganhaste todos os prémios mais conceituados. E agora, como estás?”. Imaginando isto, pensei que mesmo tendo tudo isso, não estaria satisfeito. Por isso, decidi que esse não era o caminho, e decidi fazer outra coisa.

Qual é a ação em que aprendo mais? (melhor experiência)

Normalmente é uma ação que nunca experimentaste antes mas que, se correr como querias, pode simplificar ou beneficiar a tua vida ainda mais.

Usa experiências para tentar mostrar que as tuas crenças estão erradas (e se depois de muito tentares, não conseguires, então provavelmente é porque está certo – ou porque falsificaste as experiências)

Realidade vs Imaginário (focas apenas nos resultados, ignorar histórias ou palavras teus e dos outros)

Usar o mínimo de ferramentas (usar cada ao máximo antes de adicionar uma nova)

  • Por exemplo, não delegar a outra pessoa (“nova ferramenta”), a não ser que antes tenhas maximizado aquilo que consegues fazer sozinho (tu és a “velha ferramenta”).

Qual é o bom disto?

Mesmo “maus” hábitos beneficiam-te de algum modo. Senão, não os fazias. Ajuda-te realmente perceberes qual é o benerfício desse hábito, para poderes subsituí-lo por uma hábito que traga os mesmos benefícios e sem tantos malefícios.

“Apagar passado”

  • COMO: Observa a situação presente à tua volta como se tivesses esquecido de tudo o que aconteceu antes disso.
  • PARA QUÊ: Ajuda-te a avaliar o teu estado presente, para que tomes a decisão mais adequada a esse estado presente (sem interferência da memória).
  • QUANDO: Situações em que só o estado presente é que interessa para tomar a decisão certa e a memória é informação que distrai (por exemplo, se queres comer mais ou não só depende do teu estado presente: se já estão cheio ou não. Não interessa o quanto comeste ou não comeste ou o que comeste – essa informação só te distrai do teu estado presente, que é só o que precisas para tomar a decisão).
  • EXEMPLOS DE USOS:
    • No fim de uma refeição, ajuda-te a perceber se queres mais comida ou se estás cheio (para evitar comer por vício)
    • Numa corrida, ajuda-te a perceber se consegues correr mais ou se estás exausto (para evitar terminar a corrida demasiado cedo)

Filtros Problemáticos (que te fazem não pensar/não resolver problemas)

A verdade é que agora podes sempre fazer algum progresso. Porém, há muitas frases que te ajudam a desistir imediatamente, impedindo-te de fazer o progresso que podias fazer agora.

  • Não sei, não consigo, muito difícil (isto desliga o cérebro de tentar procurar soluções): “Todos os problemas têm solução. Basta compreenderes. E depois fazer o que é preciso” (tudo isto é apenas lembretes do cérebro para pensares mais no assunto, porque ele está feito para prever o que poderá correr mal antes de o fazeres)
  • Penso mais tarde: Quando decides pensar algo mais tarde, o mais provável é não voltares a pensar.

Faz 1 coisa de cada vez (alinha ação e pensamentos)

  • Em cada ação, deves fazer uma coisa de cada vez (e por isso, pensamento e ação devem estar alinhados, a contribuir para o mesmo objetivo). Para isso, em cada ação, decide qual é o objetivo em que te deves focar e usa os pensamentos para repetir internamente esse objetivo. Isto vai garantir que a tua atenção se foca em verificar se estás ou não a fazer o que é preciso para alcançar o objetivo, e assim alcanças o objetivo com máxima eficiência (em vez do que acontece muitas vezes, que é esqueceres-te ou distraíres-te do objetivo).

Cria associações mentais

Visualiza para aparecer lembrete mais tarde

  • Para te aparecer um pensamento mais tarde a relembrar para fazer certa coisa, visualiza-te exatamente nesse contexto a lembrarº-te de fazer isso e a fazer isso.
  • Ao viusalizar, estás a adicionar exemplos à tua memória, que o cérebro depois irá usar para fazer as suas previsões. Com isto, é muito mais provável que o cérebro faça esse pensamento aparecer no momento certo em que precisas de o ter para te lembrar de fazer isso.

Nota: Embora isto é possível, para a maioria dos lembretes é melhor usar ferramentas externas (alarme, calendário, etc.), para “libertar” cérebro para outras tarefas.

Sequência de Hábitos

Escrever para ajudar a pensar

Só começa hábitos depois de escreveres num papel exatamente o porquê de fazeres isso

Simplificação Mental

GRANDE FACTO: cérebro é mecanismo de previsão e sugestão. Tudo isto é truques para ajudar esse mecanismo (e assim pensar de forma mais eficiente).

  • Com que frequência aparece este problema?
  • Se for importante, vais-te voltar a lembrar (terá uma sequência de pensamentos relacionados até chegar ao pensamento que querias, que está relacionado com o pensamento anterior)
  • Contar:
    • Problema: Como relembrar ideias que vêm? Solução: contar quantas são e escrever logo que possas (sempre que me vêm ideias importantes, eu estou sempre a contá-las) – “memory palace” é a versão superior desta técnica?
    • Contar também ajuda em qualquer outro contexto em que queiras memorizar um certo número de coisas para escrever mais tarde (não precisa de ser ideias que te vêm à cabeça)
      • Exemplo: O meu almoço tem 5 frutas, 6 acompanhamentos e 1 proteína. Esta é uma maneira fácil de verificar (sem ter de lembrar mais pormenores). Depois, se faltar alguma, então posso-me lembrar disso depois.
  • Regra Recursiva: uma pequena regra que se aplica a larga escala (escalável).
    • Por exemplo, a regra: trabaho sempre das XX:00 às XX:45 é uma regra fácil de lembrar, e que dá para aplicar a todas as tuas horas de trabalho, independentemente de quando elas sejam (muito mais fácil de lembrar do que muitos dos horários que nós costumamos ter na escola ou universidade)
  • Fazer coisas por que ordem quando temos vários pensamentos ao mesmo tempo sobre o que fazer a seguir?
  • Tens de fazer antes de x hora ou dia? Faz esse primeiro. E depois faz os outros que não tens de fazer antes de x hora ou dia.
  • “Próximo Passo” (Evolução adjacente):
  • Esquecimento por subsituição – como evitar? Tens 1 intenção inicial, mas depois absorves nova informação (por exemplo, ligas o computador) e já te esqueceste da intenção inicial. Como fazer?
  • Atividade de 2 minutos? Faz imediatamente
  • Adiar atividades mais de 2 minutos? Coloca num calendário (ou semelhante)
  • Reduzir pensamentos:
    • Treinar não reação (física e mental) ao que acontece
    • Escrever esses pensamentos (para lidar e resolver mais tarde)
    • Resolver probelma (que é a causa desses pensamentos)
  • Regra: não consumir até ter refletido/agido tudo relativo à informação anterior
  • Numa conversa, verificar se a pessoa de facto respondeu à tua pergunta (super fácil distraíres-te com outra coisa)

➤Pensamentos 2: Problemas clássicos e sua resolução (classificar todos as crenças e suas possíveis substituições)

Relacionado com:

  • Truques de Pensamentos (são soluções)
  • Mitos (são problemas)

Por resolver:

DICA: Usar Uniarea para identificar estes problemas mais facilmente.

  • bom/mau
  • gosto/não gosto
  • sou (adjetivo)
  • tenho/devo, não consigo/posso
  • medo do futuro
  • ruminar passado
  • culpar outros
  • falar de outros
  • soluções externas para problemas internos
  • aceitar/rejeitar cegamente

Verdade há um número infinito de coisas a classsificar (por isso mais vale dizer no que focar)

  • Desejo: fazer “fast forward”
  • Medo (evitar perigo futuro)- pausar e não culpar e deixar passar ou não culpar mesmo que avanxce

Capacidades mais Poderosas

Estas capacidades resolvem imensos problemas automaticamente:

  • Estar sempre atento ao que estás a fazer agora: (a maioria das vezes em que te magoas, perdes objetos, cometes erros, etc. devem-se apenas a falta de atenção no agora)
  • Passado/Presente: não resistir à verdade/realidade: O que já está, já está. Resistir (queixar, ignorar, distorcer) a verdade não resolverá nada. A única coisa que podes fazer é compreender a verdade e aprender com ela: perceber o que levou à situação, para que aprendas o que é preciso fazer ou não fazer para repetir ou não repetir essa situação no futuro,
  • Futuro: Aconteça o que acontecer, tudo tem solução e tu serás capaz de o ultrapassar. Por agora, faz tudo ao teu alcance para aumentares as chances de teres o que queres e para te preparares para a possibildade de não teres o que queres.
  • Não te preocupes com o que não podes controlar: Em vez disso, foca toda a tua atenção naquilo que podes controlar (que é muita coisa)

Passado

  • Lidar com a perda. “Nada é para sempre. Por isso, desde o início, imagina que Já o perdeste (nunca foi teu)”
  • Próprio Falhanço: Falhanço não existe, o que existe é feedback. O que é que podias ter feito melhor? Para a próxima, faz isso (não repitas os mesmo erros)

Futuro

  • Querer prever o futuro: Decide de forma que qualquer um dos resultados te beneficia
  • Não sei o que quero: Método Científico (experimenta ao maximo, vê o que gostas e não gostas e faz cada vez mais do que gostas)
  • Preocupado com o futuro: Faz agora, todos os dias, o que é preciso para estar preparado para o futuro. E depois, o que acontecer, acontecerá (fizste tudo o que podias)
  • “Errar é mau, Não saber é mau” Não querer errar (quere fazer tudo certinho): Estamos todos a aprender. E para aprender, é preciso errar (e ajustar). Erra 1 vez, aprende com o erro, e nunca mais terás de cometer o mesmo erro. Aconteça o que acontecer, tudo é bom, porque tudo é uma oportunidade para aprender.

Outras Pessoas

  • Comparar com os outros. Compare-te só com quem eras ontem e se estás a fazer agora o que é preciso para alcançares os resultados que queres. Compara-te com outras pessoas, não para te sentires mal ou bem, mas para aprender com eles (imita o que admiras neles e faz o contrário do que não gostas neles)
  • Opiniões dos outros: Haverá sempre quem apoie e quem critique, mas, normalmente, ninguém se interessa (e tu é que sofrerás as consequências das tuas decisões). Por isso, faz o que quiseres (e ao fazeres o que quiseres, atrairás pessoas que gostam de ti como és)
  • Antipatia de outras pessoas: Uma pessoa antipática é um a pessoa que sofre_ tenta compreendê-la o melhor que puderes. Provavelmente nem tem nada a ver contigo, mas sim com ela: algo físico (dormiu mal, etc), com rela ções (mal com pais, maridos ou filhos) ou com trabalho (má gestão, condições, etc.)
  • Querer convencer outras pessoas: É impossível convencer alguém que não quer ser convencido. Mas para estares “certo”, não precisas que alguém concorde contigo. Basta que estejas a ter os resultados que queres (e depois, quem quiser aproveitar a dica aproveite)

Agora

  • Informações Contrárias ao que acreditas: “Ooh, ideias diferentes! Vamos ver se há alguma coisa a aprender com isto.” “

Outras Categorias?

Mitos a Eliminar

Lista

  • Tu mudarás se mudares o mundo exterior (se x acontecer, então serei feliz, etc.)
  • O mundo exterior pode magoar-te (ou obrigar-te)
  • Alguém pode fazer isto por ti
  • Felicidade incondicional não é prazer
  • Tenho de ser amado, respeitado, apreciado

Mito do “ferramenta mais cara, complicada, com mais funcionalidades é melhor”

Mais funcionalidade só são úteis se:

  • Essas funcionalidades ajudam-te no teu objetivo (em vez de distair)
  • És capaz de usar essas funcionalidades

Muitas vezes o que acontece é que começamos a usar funcionalidade que não precisamos ou a ferramenta tem tantas funcionalidades que não sabemos usar (o que às vezes nos distrai ou impede de conseguir aproveitar as funcionalidade mais básicas).

Mito do “mais uma nova ferramenta, vou usar” (deve ser melhor!)

  • Atualmente, é tantas novas ferramentas, que nós em vez de tentarmos aproveitar ao máximo cada ferramenta (percebendo ao máximo como funciona), experimentamos uma enorme quantidade de ferramentas (não aproveitando nenhuma totalmente, mas percebendo apenas muito superficialmente como funciona). Como isto, usamos mais ferramentas que nunca. mas muitas vezes não obtemos os resultados que queremos.
  • Uma das grandes ilusões é pensar que estas novas ferramentas terão melhores resultados do que as que existem (mas nem sempre é o caso). Por exemplo, com falta de medicamentos, tínhamos um maior conhecimento do nosso corpo. Com medicamentos, ganhamos “preguiça” e apenas receitamos medicamentos, quando, muitas vezes, não são a melhor solução (por exemplo, muita vezes apenas tratam sintomas e não a causa)
  • Por exemplo, normalmente, aprender a usar ao máximo o nosso corpo ao máximo é o melhor (e torna imensas novas ferramentas modernas completamente desnecessárias). Por exemplo, não precisas de cadeiras mais ergonómicas, precisas é de melhor uso do teu corpo ao sentar (porque se souberes usar o teu corpo ao sentar, então consegues sentar-te em qualquer cadeira, em vez de só conseguir sentar em cadeiras especiais).

Toda a gente pensa como tu (incluindo pessoas de outras culturas ou eras)

Só é possível aprender na escola ou se alguém te ensinar

Podes pesquisar e experimentar.

O mundo não gira à tua volta (ninguém está a ver)

Não.

  • Quando alguém à tua volta se ri, não: não se está a rir de ti
  • Quando alguém à tua volta está a falar, não: não está a falar de ti
  • Quando alguém à tua volta faz algo que não gostas, não: não foi de propósito (provavelmente nem reparou que fez isso)

Verdade: ninguém está a ver! Ninguém está a pensar em ti, porque todos estão demasiado preocupados consigo próprios e com o que os outros acham deles (tal como tu).

Sentir mal ou bem não têm nada a ver com teres o que queres ou o que não queres

Quando tens o que queres, sentes-te bem. Quando não tens, sentes-te mal.

Verdade: como te sentes face a qualquer situação é apenas treino. Se sempre treinaste a sentir-te bem quando tens o que queres e a sentir-te mal quando não tens, então é isso que vais fazer sempre automaticamente. Mas com atenção, podes retreinar este hábito.

Objetivo não cumprido/Falhanço/Erros (teste correu mal, etc.)

Está tudo perdido?

Está tudo perdido? Tudo depende do que fizeres daqui para a frente: 

  • Se contiuares a fazer o mesmo que fizeste desta vez, então terás os mesmos resultados
  • só se fizeres algo diferente do que fizeste agora é que terás resultados diferentes

Conclusão? Percebe exatamente onde é que falhaste desta vez e não repitas os mesmos erros!

No fundo, cometer erros uma ou outra vez não interessa (faz parte da vida). Mas o que interessa sim é aprenderes com esses erros (porque só assim é que eles não se voltarão a repetir)

O que fazer já?

No geral, recomendo-te aprenderes como fazer bem aquilo que queres fazer bem. Aí, uma pesquisa Google, YouTube ou ChatGPT ajuda imenso.

E, depois, é só pensares um pouco no teu caso em particular: 

  • onde é que podias ter feito melhor? 
  • E como é que irás fazer melhor daqui para a frente? 

Só isso é que interessa! (para ser mais fácil pensares, recomendo escreveres tudo o que te venha à cabeça numa folha ou no computador e depois então sim dares a resposta)

➤Objetivos 1: Queremos? Precisamos? Temos? – Todas as interpretações

Resumo

  • Onde restringir a nossa atenção? No “ciclo de feedback com a realidade”: ação-circunstâncias e seus resultados. Para variar os resultados, precisas de variar a ação-circunstâncias (Princípio “faz o que é preciso e terás o que quiseres”). A vida é uma grande experiência, cada coisa é uma experiência que te diz mais sobre como o mundo funciona (desde que vejas tudo dessa maneira). Esta é a teoria fundamental de teres o que queres.

Princípios Fundamental de Atingir Objetivos

Faz o que é preciso, e terás o que quiseres (mais tarde ou mais cedo).

Interpretação Original

O “Queremos? Precisamos? Temos?” é a maneira mais fácil para alcançares os teus objetivos, quaisquer sejam eles.

No fundo, é a ferramenta para traduzir objetivos em ação imediata.

  1. Queremos? O que queres que aconteça?
  2. Precisamos? O que precisas para lá chegar? (se necessário, pesquisa)
  3. Temos? Com os recursos que tens agora, o que podes fazer já? (logo que tenhas alguma ideia do que fazer, não penses mais e faz isso imediatamente)

E quando não souberes responder a algum destes, dá apenas o teu melhor palpite.

Chegarás ao teu objetivo experimentando e ajustando (“Método Científico”)

Dizendo exatamente o mesmo de 2 maneiras diferentes:

  • Tu aproximas-te do teu objetivo (“Queremos?”) através de ciclos de “experimentar” (Temos?) e “ajustar o teu conhecimento com base nos resultados” (Precisamos?).
  • Ou seja, quanto mais experimentas (“Temos?”), mais aprendes como lá chegar (“Precisamos?”), e por isso mais te aproximas do teu objetivo (“Queremos?”).

No fundo, para o mesmo objetivo (“Queremos?”), que não muda, aquilo que tu sabes (“Precisamos?”) e aquilo que fazes agora (“Temos?”) está sempre a mudar, à medida que fazes mais (“Temos?”) e experimentas mais. (“Precisamos?”)

PS: No fundo, é assim que os cientistas fazem para tentarem aproximar-se da verdade sobre a realidade (“Queremos?”). Fazem experiências (“Temos?”) e, mediante os resultados, vão ajustando as suas teorias (“Precisamos?”). E repetem estes ciclos de experimentar (“Temos?”) e ajustar (“Precisamos?”), para se aproximarem cada vez mais da verdade (“Queremos?”). Por isso, a este processo, eu (e muitos outros) chamam método científico. E como nós nos queremos aproximar da verdade sobre a nossa realidade (para sabermos como agir da melhor forma para alcançar os nossos objetivos), então usamos o mesmo método.

Faz até encalhar. E só quando encalhares, pesquisa.

Pesquisa só quando não tens nenhum palpite sobre o que fazer agora (“Temos?”) nem sobre o que precisas para lá chegar (“Precisamos?”).

Porquê? No fundo, máxima aprendizagem (verdadeira e relevante para ti) no mínimo de tempo gasto.

  • Muitas vezes, perdemos demasiado tempo a pesquisar informação (“Precisamos?”) que na verdade nem precisamos para saber o que fazer já (“Temos?”).
  • Aprender por experiência própria é melhor do que aprender por outras fontes (porque aprendes o que resulta mesmo no teu caso em particular, percebes mais porque resulta e lembras-te da informação mais facilmente).

Temos: Foca-te só no próximo passo

O “Temos?” sublinha o aspeto importante de que, para começar, não precisas de saber tudo. De facto, para começares, basta saberes o que fazer já (ou seja, basta saberes qual é o teu próximo passo).

Porque depois de fazeres o próximo passo, então já terás ganhio mais experiência e ritmo que fará o passo a seguir a esse ainda mais óbvio e fácil de executar.

Resumindo: para começar, foca-te só no próximo passo.

Queremos: Tudo começa com fazer as perguntas certas

——-RASCUNHOS——–

➤Perspetivas mais importantes – talvez relacionadas com 7 valores?

Que perspetivas tu tens e seriam essenciais que outra pessoa ganhasse para perceber tudo?

  • Considerar os resultados a longo prazo (e não só o imediato)
    • ver como problemas se repetem se não resolveres/evoluíres
  • Imaginar impermanência e insatisfatiabilidade no futuro.

➤Vida e Matemática é o mesmo

  1. Identificar e categorizar problemas mais comuns
  2. Saber e executar estratégias gerais que resolvem esses problemas mais comuns

(e claro, saber aprender e resolver novos problemas via experimenta e ajusta e guia do investigador)

➤Guia do Investigador do Mundo

  • Experimentas variações e estás sempre atento à tua volta-
  • Detetas os padrões, que são semelhanças (que se repetem em contextos específicos) – uma associação entre variáveis
  • Memória: Depois, crias categorias/mapas mentais. Inventas novos nomes para as categorias se quiseres e a partir daí tens a tua teoria.
  • Muitos conceitos repetem-se usando palavras muito diferentes (é importante saberes traduzir entre linguagens, vendo o significado por detrás, ou seja, criando uma categoria de semelhança entre o que é dito nessas várias linguagens)
    • Eu estou sempre atento às diferentes linguagens que uso e se, no fundo, são a mesma linguagem. Às vezes, certos assuntos são mais fáceis de trabalhar numa linguagem do que noutra, por isso muitas vezes todas as conclusões que descobriste usando a linguagem mais fácil, depois poderás usar para descobrir as mesmas conclusões na linguagem mais difícil
      • Exemplo: o meu método para resolver exercícios de Matemática e para alcançar objetivos de vida é exatamente o mesmo (por isso, as conclusões que eu descobrir numa das linguagens, já sei que isso significa que encontrarei as novas conclusões correspondentes na outra linguagem)
      • Exemplo: esta ideia de escolher a linguagem mais fácil de trabalhar é muito comum na Matemática (se queres descobrir certo facto numa linguagem mais difícil, simplesmente traduz para uma linguagem mais fácil, mostra esse facto na linguagem mais fácil, e depois traduz de volta para a linguagem mais difícil). Muitas vezes, os Matemáticos gostam de traduzir tudo para a linguagem de matrizes, porque é das linguagens mais fáceis de trabalhar.
    • À medida que evoluis, tens de ser mais exigente com o conteúdo que consomes (porque imenso conteúdo começa a ser repetido – especialmente porque pessoas nas mesmas áreas de conhecimento copiam-se imenso umas às outras em vez de lançar perspetivas mais originais).
    • Só as pessoas que têm eles próprios as experiências é que são capazes de ter lições originais para partilhar (por isso é que eu consigo ter muito conteúdo original, que não se vê em lado nenhum – porque sou apenas eu a descrever a minha experiência, que é única, como a de toda a gente pode ser se começarem a experimentar e pensar por si próprios, em vez de estar sempre dependentes de outras fontes).
    • Quais são as pressuposições que todos dão como garantidas? Questiona essas (e poderás encontrar respostas surpreendentes).

➤Tu estás a viver uma realidade imaginada

A maioria das restrições são criadas por ti (e não são uma característica da realidade)

  • Uma realidade em que certas coisas são aceitáveis e fazem sentido e outras coisas não são aceitáveis e não fazem sentido.
    • Exemplo: calças com chinelos não faz sentido? Não há nenhuma característica da própria realidade que diga isto (percebe que tu próprio é que estás a criar este critério). Não é como “usar chinelos e sapatilhas ao mesmo tempo, que normalmente não dá mesmo fisicamente, porque o chinelo não encaixa na sapatilha ou vice-versa.”

Ridículo: querer comer mais só porque sim (quando não há nenhum argumento lógico a favor disso). Querer comer mais batatas mesmo gastando-te mais tempo e não tendo um objetivo particular de ganhar peso ou outro. Mas fazer apenas porque sim.

➤De onde vieram os teus pensamentos?

  • Do conteúdo que consumiste (televisão, histórias, livros, vídeos, etc.)
  • Outras pessoas

Tudo o que fazes tem mais impacto em ti do que imaginas, porque controla o conteúdo da tua memória, que controla as ruas ações.

➤Ideia: Externalizar (designer da vida)

Tudo o que fazes é o teu cérebro

Tu apenas vês tudo a acontecer à tua frente (e é o cérebro que cria tudo). O cérebro cria as tuas ações e decisões. (Isto é demasiado difícil de concordar? Melhor focar na perspetiva da experiência própria em vez de perspetiva do real?)

Segredo: altera o teu cérebro

Faz o que é preciso para criar as circunstâncias que te levam aos resultados que queres (especialmente, alterar o teu cérebro) e depois circunstâncias à tua volta.

“Faz o que é preciso para alterares o teu cérebro.” O resultado atual não interessa, porque não o controlas. A única coisa que podes fazer é criar antes as condições que coloquem o teu cérebro na melhor forma possível.

Tem experiências que alterem o teu cérebro da maneira que queres.

Se pudesse, era só olhar para o cérebro. Se não, basta olhar para as tuas experiências passadas e ações atuais para ter uma boa previsão do que irás fazer amanhã-

Como comunicar com o cérebro?

Às vezes o cérebro tem razão, outras vezes não

Por isso, não podes dar ouvidos cegamente aos pensamentos, mesmo que eles sejam muito chatos.

Por isso, pensa e verifica sempre se o cérebro tem razão.

Ideia: Externalizar

Vê o teu corpo e pensamentos como dois seres separados de ti (porque tens pouco ou nenhum controlo sobre eles)

Por exemplo, para te disciplinar, tens de pensar como comunicar ao cérebro a informação certa (do mesmo modo que comunicas com outra pessoa).

Lidar contigo ou com outras pessoas a estratégia deve ser a mesma (a única diferença é que temos mais dificuldades em apontar as nossas próprias falhas, porque ´é difícil uma memória tentar discordar consigo própria, a não ser que queiras mesmo investigar isso).

➤Factos sobre Pensamentos

  • É possível não ter pensamentos. Ou seja, sentes tudo à mesma, só que não aparecem pensamentos (há situações que não precisam de explicação do cérebro, porque a nossa atenção já está a ver isso)

➤3. Desconstruir o teu pensamento Erros/Limites do Conhecimento/Pensamento/Lógica e Criar História Certa

PROBLEMA: Como personalizar o teu “dashboard mental” para ser o mais útil possível?

CARGA COGNITIVA: o cérebro só aguenta certa quantidade de informação de cada vez

  • A tua intepretação (história) muda tudo.
    • Escolhe a história que te traz os resultados que queres.
    • EXEMPLO: Alguém não te diz bom dia. “Não me viu” vs “Ignorou-me”. 99% das ações são cauasadas por medo ou desatenção. Dã-lhes um desconto, porque até a ti te faz melhor.
  • Comportamento no Geral não diz nada sobre o Comportamento Particular que acontecerá: CONCLUSÃO: Estatísticas e estudos podem sempre não aplicar-se a ti. O melhor é experimentar (aí sabes logo se é verdade no teu caso particular)
  • Generalização Errada (particular não diz o geral):
    • Um indivíduo muitas vezes não é representativo de uma das categorias a que pertence (ou seja, mesmo dentro de uma categoria, a variação é imensa)
    • Uma pessoa não te agradece por fazer um favor.
      • Interpretação correta: “é possível que esta pessoa nao te agradeça por favores futuros” (ou apenas esqueceu-se)
      • Generalizações Erradas: “Mulheres não te vão agradecer pelos favores”, “Seres Humanos não te vão agradecer pelos favores”
  • Outras pessoas não estão a ver a mesma imagem mental que tu: descrição tem de ser o mais concreta possível (mais no capitulo “como ensinar”)
  • Resultados Passados não determinam Resultados Futuros: ação presente é que determina resultados futuros (resultados passados é apenas um mecanismo biológico que determina as tuas expectativas sobre o cenário mais provável)
  • Só por ofender uma pessoa ou essa pessoa achar muito grave, não significa que todos pensem o mesmo. E mesmo que todos pensem o mesmo, não significa que seja razoável (o problema normalmente é da própria pessoa)
  • Como lidar com falhanço?

Mitos da Mente e Conversa Inútil

  • Falar sobre coisas que não podes controlar.
  • “Querer o que os outros querem dá bom resultado” (mais competição, ninguém te valoriza assim tanto)

Mito dos falsos objetivos (insatisfatoriablidade)

Há imensos possíveis objetivos que podes ter, mas muito deles não te levarão onde queres.

  • Bens externos (objetos, pessoas, etc.) e Prazeres Imediatos: repara que todas as sensações imediatas, especialmente prazer e entusiasmo sobre estas coisas, rapidamente desaparecem (Sensações vão e vêm, mas resultados ficam para a vida.)
    • Bens externos e prazeres imediatos requerem sempre manutenção, espaço, etc, ou seja, tiram-te tempo de vida e/ou dinheiro e/ou pensamento.

Numa conversa, fala só sobre vocês próprios

  • Falar sobre terceiros:
    • ÚTIL: ver o que podes aprender com essa pessoa (virtudes a imitar, erros a evitar)
    • INÚTIL: tudo o resto (falar da sua vida, criticar, etc.)
  • Falar sobre Notícias: (não há nada que possas fazer acerca disso)

Elimina todos pensamentos limitantes

Escolha de Palavras e Pensamento

  • FACTO CHAVE: Palavras afetam imenso maneira como tu pensas.
  • Palavras que te tiram independência: “sou …”, “sou …”, “viciado”, “vítima”
  • Linguagem sempre ultra específica (só assim consegues identificar causas concretas e definitr soluções concretas) – caso contrário, cais no erro da maioria de inventar soluções abstratas para resolver problemas abstratos.

Como Pensar

  • Define primeiro muito bem o problema que estás a tentar resolver
  • EXEMPLO: Muitas das dúvidas resolvem-se automaticamente quando o aluno escreve detalhadamente a dúvida que tem a perguntar? (depois de escrever isso, a resposta torna-se óbvia)

Princípios vs Conteúdo

  • GRANDE OBJETIVO: criar todas as simulações mentais mais úteis baseadas nos princípios certos e saber quando nem sequer tentar criar simulações.

➤Resumo de tudo

  • O mais importante ´veres a realidade como ela é. E não, nós não vemos a realidade como ela é. Primeiro, manda o estado interno do nosso corpo e todas as crenças que tens na tua memória. Estas crenças depois afetam a tua atenção (que se irá focar em certos aspetos, e ignorar o resto) e os teus pensamentos, que te darão uma possível explicação da situação (que é apenas uma interpretação). Ou seja, tu só vês uma parte da realidade, e depois intererpretas essa realidade de acordo com as tuas crenças.
    • Para veres a realidade como ela é, há que perceber que as tuas sensações apenas refletem o estado interno do teu corpo: nada mais. E os teu pensamentos apenas refletem os dados que tens na memória (são só uma possível interpretação, mas que pode muito bem estar errada).
    • Do mesmo modo também não podes confiar 100% em ninguém, porque eles só te estão a dar uma interpretação com base na sua memória (que não é de confiança) ou podem muito bem estar a agir apenas com base no estado interno do seu corpo. Por isso, nunca aceites nenhuma informação como ela é dada mas experimenta e questiona.
    • Uso de categorias/palavras faz com que cada frase tenha múltiplas interpretações – imagina um mapa mental relacionado com cada frase (por isso é preciso preocupar com dizer e ouvir da forma mais clara possível)
      • A ideia então é começar a fazer manualmente tudo o que o cérebro faz automaticamente, para que comecemos a programar o cérebro como realmente queremos. O cérebro é como algoritmos das redes sociais: só age mediante os dados que lhe deres. Dá-lhe dados diferentes e ele começa a agir diferente.
      • Muito importante. onde é que o teu corpo está a preparar-se para perigos inexistentes? (Idealmente, só deve haver mudanças internas no corpo quando a situação o pede). Isto acaba por ser um longo caminho de recategorizar coisas como falsas ameaças.
  • O cérebro está feito de tal forma que parece que tu estás a reagir a tudo. Mas se prestarmos mais atenção, vemos que ele realmente está a prever tudo.

➤Não prejudicar ninguém para o benefício de outros (colocar nos 7 valores?)

Para beneficiar uns, não é necessário prejudicar outros. Podemos sempre fazer as coisas de forma a todos beneficiarmos (sem prejudicar ninguém). Basta nos lembrarmos que isto é possível e insistirmos em fazer o que é preciso para garantir que isso aconteça.

  • Faz só o que beneficia ao mesmo tempo a ti e todos (sem prejudicar ninguém)
  • Faz só o que beneficia o teu “eu” agora e todos os teus “eus” futuros (sem prejudicar nenhum deles)
    • Por exemplo, hoje dormir pouco.

➤Como descobrir “zeros”, ou seja, fazer novas descobertas sem teres pistas sólidas à tua frente?

  • Tentar explicar todo o processo detalhadamente e dar a explicação mais curta possível, eliminado fatores desnecessários
    • Exemplo: Eu reparar que emoções na realidade são apenas sensações, por isso podia categorizar emoções como sensações (o conceito emoções é desnecessário)

➤Incapacidades comuns agora

Muita gente, não é capaz de:

  • Aceitar um agradecimento ou um elogio (sem desviar)
  • Fazer uma pergunta a alguém sem pedir desculpa a essa pessoa

Mais umas vez, isto é apenas hábitos.

➤Cérebro Velho para Desafios Novos

  • É importantíssimo perceber que o nosso ambiente atual não é propício a um bom funcionamento do corpo humano. Por isso, temos que ser nós próprio a garantir que isso acontece da melhor forma que podemos. Cultura cresce mais rápido do que biologia.

➤Ajuda outras pessoas (sentes-te muito melhor)

➤Prioridades

  • As tuas ações diariamente revelam a tua maior prioridade. Qual é a aquela coisa que ninguém te tem de dizer para fazeres?

➤Meta-ideias

  • Muitas ideias. embora escritas com palavras diferentes, são a mesma ideia. O importante é reduzir cada uma destas ideias a apenas um único representante (assim temos todas as ideias que de facto são diferentes)
  • CAOS: Aquilo que agora pensamos que é aleatório provavelmente tem uma lógica secreta que nós ainda não identificámos

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